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Parceira dos EUA e de olho nas terras raras da China, Coreia do Sul ‘busca transitar entre os dois lados’

Kleber Galerani compara postura de Seul com a diplomacia brasileira do chamado ‘pragmatismo responsável’

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Coreia do Sul busca estreitar a cooperação com a China para garantir o fornecimento de terras raras essenciais para tecnologia avançada.
  • Especialista Kleber Galerani destaca a influência da China na produção e processamento de terras raras criando vulnerabilidades para a Coreia do Sul.
  • A inclusão da Coreia do Sul em blocos liderados pelos EUA visa reduzir a dependência de Pequim e aumentar a resiliência econômica.
  • A relação entre China e Coreia do Sul é caracterizada por uma mistura de cooperação e rivalidade estratégica.

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A Coreia do Sul está buscando uma cooperação mais estreita com a China para garantir o fornecimento de terras raras necessárias para tecnologia de ponta, já que abriga importantes empresas de semicondutores, baterias para carros elétricos e petroquímica.

Em entrevista ao Conexão Record News desta quinta-feira (5), o professor de direito e relações internacionais Kleber Galerani diz que ter uma produção confiável leva tempo, e a China já domina essa produção e processamento de terras raras.


“Uma mistura de cooperação com rivalidade estratégica [...]. Nós temos a China exercendo uma influência real nas cadeias de minerais críticos, dominando grande parte da produção de processamento. Isso cria uma vulnerabilidade para a Coreia do Sul, que ela não pode ignorar”, explica o especialista.

Ao mesmo tempo, segundo Galerani, a inclusão da Coreia do Sul no bloco dirigido pelos EUA mostra que eles buscam diminuir a dependência de Pequim e reforçar a resiliência com economias como Washington e Japão.


Seul está buscando transitar entre dois lados. Tudo o que já se falou até, especificamente, no caso da diplomacia brasileira, é uma expressão chamada de pragmatismo responsável. [...] A Coreia do Sul tem que se posicionar com um autor que busca coordenar esse pragmatismo econômico com alianças estratégicas. Até o momento, a Coreia do Sul tem navegado nessa tempestade geoconômica com certa habilidade”, argumenta.

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