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Partido favorito em eleições italianas suspende candidato por elogios a Adolf Hitler

Calogero Pisano publicou nas redes sociais que o ditador nazista era um 'grande estadista' e atraiu a ira dos judeus da Itália

Internacional|Do R7

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Pôster com a foto da líder do partido de extrema-direita Irmãos de Itália em ponto de ônibus
Pôster com a foto da líder do partido de extrema-direita Irmãos de Itália em ponto de ônibus

O partido Irmãos da Itália, que deve vencer as eleições nacionais no fim de semana, suspendeu um dos próprios candidatos nesta terça-feira (20) porque ele elogiou o ditador nazista Adolf Hitler em postagens online.

O Irmãos da Itália tem raízes em um grupo neofascista criado após a Segunda Guerra Mundial, mas a líder do partido, Giorgia Meloni, que deve ser a próxima primeira-ministra da Itália, procurou se distanciar da extrema-direita e diz que segue o conservadorismo padrão.


Críticos, no entanto, dizem que simpatizantes fascistas ainda florescem no Irmãos da Itália, e o jornal La Repubblica publicou nesta semana um comentário em rede social postado há oito anos pelo candidato do partido Calogero Pisano, em que ele saudava Hitler como um "grande estadista".

Pisano, que concorria à eleição na ilha da Sicília, também em uma publicação de 2016 elogiou alguém por definir Meloni como uma "fascista moderna", escrevendo que os Irmãos da Itália "nunca esconderam seus verdadeiros ideais".


O surgimento das publicações atraiu a ira dos judeus no país. "A ideia de que aqueles que elogiam Hitler possam se sentar no próximo Parlamento é inaceitável", escreveu Ruth Dureghello, chefe da comunidade judaica em Roma, no Twitter.

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Respondendo à controvérsia, o Irmãos da Itália disse que estava suspendendo Pisano com efeito imediato. "A partir deste momento, Pisano não representa mais [o partido] em nenhum nível", afirmou em comunicado.


O próprio Pisano pediu desculpas. "Anos atrás, escrevi coisas profundamente erradas", disse ele no Facebook, acrescentando que havia removido as postagens havia algum tempo.

O Irmãos da Itália deve emergir como o maior partido do país na votação de 25 de setembro e levar uma aliança de partidos de direita a uma vitória eleitoral fácil.

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