Pedidos de pizza ‘denunciam’ atividade no Pentágono durante captura de Maduro
Operação que levou ditador venezuelano aos EUA movimentou as pizzarias em torno da sede do Departamento de Defesa
Internacional|Do R7
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A captura de Nicolás Maduro, que foi levado aos Estados Unidos nas primeiras horas de sábado (3), pode ter sido previsto por um efeito incomum na economia americana, ao menos em Washington, onde está localizado o Pentágono. Na madrugada daquele dia, as pizzarias nos arredores da sede do Departamento de Defesa norte-americano sofreram uma explosão de pedidos.
O fenômeno foi detectado pelo “Índice da Pizza”, um alerta informal publicado no perfil Pentagon Pizza Report no X (antigo Twitter), que se dedica a monitorar padrões de entrega em pizzarias localizadas próximas ao centro de comando militar dos EUA.
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A lógica por trás do “Índice da Pizza” é simples: as equipes do Pentágono envolvidas em operações em andamento não podem deixar suas funções e, com isso, precisam pedir comida no prédio governamental.
Na madrugada do dia 3 de janeiro, quando os EUA invadiram a Venezuela para capturar Maduro, o Pentagon Pizza Report publicou que a Pizzato Pizza, uma pizzaria aberta até tarde perto do Pentágono, teve um aumento repentino no movimento por volta das 2h da manhã (4h da manhã em Brasília). A grande movimentação durou por cerca de uma hora e meia e depois caiu.
Já à noite, a agitação voltou. “Todas as pizzarias mais próximas do Pentágono estão registrando movimento acima da média. Dados das 19h07 (horário do leste dos EUA)”, diz a mensagem com gráficos de movimentação de três estabelecimentos comerciais locais.
O horário, 21h07 de sábado (3) em Brasília, coincide com a chegada do ditador venezuelano ao território norte-americano.
Apesar de parecer uma curiosidade cômica, o “Índice da Pizza” tem raízes históricas. Durante a Guerra Fria, a inteligência soviética já observava entregas de comida como forma de decifrar movimentações estratégicas dos Estados Unidos. A prática ficou conhecida como Pizzint, abreviação de “pizza intelligence”.
O padrão já se repetiu em outros momentos de tensão. Em junho de 2025, o índice conseguiu antecipar, com cerca de uma hora de antecedência, o ataque de Israel ao Irã— reforçando a teoria de que o apetite dos militares pode prever conflitos.
Em 1989, antes da invasão americana no Panamá, pizzarias relataram dobrar o número de entregas. Em 1990, um franqueado da Domino’s notou um aumento expressivo em pedidos para prédios da CIA; no dia seguinte, o Iraque invadiu o Kuwait. Até o processo de impeachment de Bill Clinton, em 1998, foi marcado por um aumento incomum no consumo de pizza no centro de Washington.
Na opinião de especialistas e jornalistas veteranos, como o ex-correspondente da CNN Wolf Blitzer, é um detalhe que não deve ser ignorado. “O conselho para os repórteres: sempre fique de olho nas pizzas”, brincou ele em 1990.
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