Perda de identidade? Estudo diz que as redes sociais fazem a Geração Z falar e se vestir igual
Pesquisa aponta que o sotaque sulista nos Estados Unidos está diminuindo ao longo das gerações
Internacional|Do R7
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Além de moldar tendências de moda e comportamento, as redes sociais estão mudando a forma como os jovens falam, segundo um estudo publicado pela Cambridge University. A pesquisa sugere que, ao longo das gerações, características marcantes da fala sulista vêm diminuindo nos Estados Unidos.
Segundo pesquisadores, o fenômeno pode estar associado ao tempo de internet da Geração Z, que cresceu conectada, aprendendo a se vestir, se comportar e interagir online.
A professora Margaret Renwick, da Universidade Johns Hopkins, analisou gravações de sulistas norte-americanos desde a década de 1960, e identificou que o enfraquecimento do sotaque acontece de forma progressiva entre gerações.
“Como jovens adultos, os membros da Geração X vivenciaram os ataques de 11 de setembro e, na meia-idade, enfrentaram a Grande Recessão. Os Millennials, definidos como aqueles nascidos entre 1983 e 1997, são em grande parte filhos dos Baby Boomers e representam a ‘Geração Echo’, sendo mais numerosos que a Geração X. Os Millennials mais velhos atingiram a maioridade no início da Guerra ao Terror e foram a geração mais afetada pela Grande Recessão. Finalmente, a Geração Z, nascida em 1998 ou depois, cresceu com smartphones e vivenciou a pandemia de Covid-19 em uma idade formativa”, diz um trecho do estudo.
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Em entrevista ao The Atlantic, Susan Tamasi, da Universidade Emory, explicou que a internet tem impacto mais forte do que meios tradicionais, como a televisão, porque permite interação direta. Ou seja, crianças e adolescentes podem conversar entre si nas redes sociais, influenciando a forma como se comunicam.
Além da forma de se expressar, a internet “dita” o modo de se vestir e o consumo. Tendências e estilos de vida promovidos por influenciadores ajudam a padronizar estilos, músicas e comportamentos, independentemente da região onde a pessoa vive.
Uma matéria publicada pela colunista Rikki Schlott, do New York Post, observa também que o algoritmo de redes sociais, especialmente do TikTok, guia os gostos pessoais através de recomendações automáticas, padronizando ainda mais a Geração Z.
“Acesse o TikTok e você ficará por dentro de tudo o que as garotas estilosas estão vestindo, o que as pessoas descoladas estão ouvindo, quais lugares perto de você estão na moda e quais peças do seu guarda-roupa estão fora de moda. Os influenciadores estão ditando o gosto de bilhões de pessoas”, escreveu Schlott.
De acordo com a Associação Americana de Psicologia, os adolescentes passam cerca de cinco horas por dia nas redes sociais, muitas vezes interagindo mais de forma online do que presencialmente.
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