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Peregrinos muçulmanos se reúnem no monte Arafat para clímax do haj

Internacional|Do R7

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Por Mahmoud Mourad

ARAFAT, Arábia Saudita (Reuters) - Dois milhões de muçulmanos se reuniram no monte Arafat nesta quinta-feira para uma vigília para expiar os pecados e pedir perdão a Deus, o clímax da peregrinação anual do haj.

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Peregrinos vestidos com túnicas brancas passaram a noite em um acampamento ao redor da colina onde o islamismo afirma que Deus testou a fé de Abraão ordenando que ele sacrificasse seu filho Ismael e onde o profeta Maomé fez seu último sermão.

Outros fiéis que oravam na área vizinha Mina subiram de ônibus ou a pé antes do amanhecer, enquanto as forças de segurança direcionavam o tráfego e helicópteros sobrevoavam a região.

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Alguns peregrinos escavaram assentos na encosta irregular da colina e levaram guarda-chuvas para se protegerem do sol. Outros ainda encheram as estradas próximas, nas quais as temperaturas se aproximaram dos 40 graus Celsius.

Homens e mulheres de quase todos os países do mundo estavam lado a lado, alguns chorando no ombro do vizinho.

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Um peregrino sírio idoso sentado na encosta gritou "Ó Deus, exerça vingança sobre os opressores". Outros ao seu redor responderam "Amém".

Awfa Nejm, vindo de um vilarejo próximo de Homs, disse: "Pedimos a Deus que proteja a Síria e seu povo e a faça voltar ao que era antes".

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Amin Mohammed, um nigeriano de 27 anos, disse estar rezando pela paz em seu país.

A Arábia Saudita disse que mais de dois milhões de peregrinos, a maioria de fora do país, chegaram para o ritual de cinco dias, uma obrigação religiosa que todo muçulmano física e financeiramente apto deve realizar ao menos uma vez na vida.

O xeique Saad al-Shathri, um clérigo saudita importante, fez um sermão ao meio-dia denunciando o terrorismo e a violência contra civis.

"A sharia veio para preservar a segurança das nações e cultivar a benevolência nos corações (das pessoas)", disse, referindo-se ao código legal e moral islâmico extraído dos ensinamentos do Corão e das tradições de Maomé.

Ele pediu que os peregrinos deixassem a política de lado durante o haj e se confraternizassem como muçulmanos.

"Este não é o lugar de slogans partidários ou movimentos sectários que resultaram em grandes massacres e no deslocamento de milhões".

Mas a violência no Oriente Médio, incluindo as guerras na Síria, no Iraque, no Iêmen e na Líbia, certamente estará nas mentes de muitos peregrinos, que passarão o resto do dia no monte Arafat.

Em 2015, centenas pessoas morreram esmagadas quando dois grandes grupos de peregrinos chegaram juntos em uma encruzilhada em Mina, a poucos quilômetros a leste de Meca, a caminho de Jamarat. Foi o pior desastre a ocorrer durante o haj em pelo menos 25 anos.

As autoridades dizem que tomaram todas as precauções necessárias este ano, com mais de 100 mil membros das forças de segurança e 30 mil agentes de saúde a postos para manter a segurança e oferecer pronto atendimento.

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