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Persistência da luta no noroeste da Síria agrava situação de civis

Turquia ameaçou lançar operação militar contra forças do governo caso não recuem. Tropas e armamentos turcos já foram posicionados na Síria

Internacional|Do R7

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Ataque na Síria
Ataque na Síria

Aviões de guerra russos voltaram a atacar cidades do noroeste da Síria dominadas por rebeldes nesta quinta-feira (20), e a artilharia turca apoiou ataques de insurgentes em outras partes, enquanto autoridades dos dois países se esforçavam para chegar a um acordo para deter uma escalada na guerra síria.

Em Genebra, o chefe da agência de refugiados da Organização das Nações Unidas (ONU) pediu uma interrupção dos combates para que centenas de milhares de civis retidos possam ir para locais seguros.

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Tropas sírias auxiliadas por forças da Rússia estão lutando desde dezembro para erradicar os últimos bastiões rebeldes das províncias de Idlib e Aleppo, o que pode ser um dos últimos capítulos da guerra civil de nove anos.

Mas ontem (19) o presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, ameaçou lançar uma operação militar contra as forças do governo a menos que estas recuem, e tropas e armamentos turcos já foram posicionados dentro da Síria.

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As conversas entre Ancara, que apoia algumas facções rebeldes, e Moscou para evitar um conflito mais amplo e um possível confronto direto têm avançado pouco.

As autoridades turcas pareciam mais otimistas nesta quinta, e uma disse que a rodada mais recente não transcorreu "completamente sem resultado".

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"A Rússia vem mantendo sua posição de que a Turquia se retire de Idlib e esvazie seus postos de observação desde o início. Recuar de Idlib ou esvaziar os postos de observação não está na pauta", disse o funcionário.

Mas várias opções estão sendo debatidas, inclusive a possibilidade de patrulhas conjuntas na área. Tanto Ancara como Moscou espera que seus presidentes "encerrem o assunto", acrescentou.

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O ministro das Relações Exteriores turco, Mevlut Cavusoglu, disse que houve alguma reconciliação com a Rússia nas conversas, mas que elas ainda não chegaram ao nível desejado. Ancara e Moscou se acusam de desprezar um acordo de apaziguamento de 2018 que permitiu a turcos e russos montarem postos de observação em Idlib.

A Turquia disse que alguns de seus postos em Idlib foram cercadas por forças do governo sírio.

O presidente sírio, Bashar al-Assad, cuja dinastia familiar comanda o país há quase meio século, não deu sinal de que amenizará a campanha para massacrar seus inimigos de uma vez por todas.

Moradores e agentes humanitários disseram que aviões de guerra russos retomaram os ataques às cidades de Darat Izza e Atareb, na porção norte de Aleppo, nesta quinta-feira.

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