Logo R7.com
RecordPlus

Plano de ataque de países árabes ao Irã deve ser votado no sábado

Os EUA apoiam o plano. Já China, Rússia e França deverão se opor à ideia

Internacional|Do R7, com Reuters

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Conselho de Segurança da ONU votará um plano de ataque ao Irã no sábado (4).
  • Os EUA apoiam a proposta, enquanto China, Rússia e França se opõem.
  • O plano visa proteger a navegação no estreito de Ormuz e evitar a alta dos preços do petróleo.
  • A resolução requer pelo menos nove votos favoráveis e nenhum veto dos cinco membros permanentes.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Navios petroleiros alinhados no mar
Plano autoriza medidas de ação no Estreito de Ormuz por um período de seis meses Benoit Tessier/Reuters – 07.03.2026

O plano de ataque apresentado pelo Bahrein, no Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), para proteger a navegação comercial no estreito de Ormuz e, assim, segurar a disparada dos preços do petróleo no mundo, deve ser votado neste sábado (4).

Dois diplomatas disseram à agência de notícias Reuters que a reunião dos 15 membros do Conselho e a votação foram marcadas para a manhã de sábado (4), em vez de sexta-feira, como planejado anteriormente. Sexta-feira é feriado na ONU.


Os Estados Unidos apoiam o plano dos países árabes. Já China, Rússia e França deverão se opor à ideia.

Diplomatas que atuam na organização disseram que os chineses, que detêm poder de veto, já deixaram clara sua oposição a qualquer autorização para o uso da força na região.


Os preços do petróleo dispararam desde que os EUA e Israel atacaram o Irã no final de fevereiro, dando início a um conflito que já dura mais de um mês e praticamente fechou o estreito ao tráfego marítimo.

Diplomatas disseram que o Bahrein, atual presidente do Conselho de Segurança, finalizou o projeto de resolução que autorizaria “todos os meios defensivos necessários” para proteger o transporte comercial.


O Bahrein, apoiado por outros países árabes do Golfo e por Washington em seus esforços para aprovar a resolução, já havia retirado uma referência explícita à aplicação obrigatória das medidas, numa tentativa de contornar objeções de outras nações, especialmente Rússia e China.

O rascunho do plano, visto pela Reuters, autoriza as medidas “por um período de pelo menos seis meses (...) e até que o conselho decida de outra forma”.


No entanto, em declarações ao Conselho de Segurança na manhã de quinta-feira, o embaixador chinês na ONU, Fu Cong, se opôs à autorização do uso da força.

Tal medida “legitimaria o uso ilegal e indiscriminado da força, o que inevitavelmente levaria a uma maior escalada da situação e a consequências graves”, acrescentou.

Uma quarta versão do projeto de resolução foi submetida ao chamado “procedimento de silêncio” para aprovação até o meio-dia de quinta-feira (16h GMT), mas uma fonte diplomática ocidental disse que o silêncio foi quebrado por China, França e Rússia.

Diplomatas disseram que, posteriormente, um texto foi finalizado, ou “colocado em azul”, o que significa que a votação pode ocorrer.

Uma resolução do Conselho de Segurança exige pelo menos nove votos favoráveis e nenhum veto dos cinco membros permanentes: Reino Unido, China, França, Rússia e Estados Unidos.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.