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Ameaça dos EUA de bloquear Ormuz pressiona preço do petróleo, que ultrapassa US$ 100

Aviso norte-americano foi feito após as negociações com o Irã não avançarem

Internacional|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A ameaça dos EUA em bloquear o estreito de Ormuz fez o preço do barril de Brent ultrapassar US$ 100.
  • As negociações entre EUA e Irã não avançaram, levando a escalada nos preços do petróleo.
  • A interrupção do fluxo no estreito pode impactar a economia global e aumentar a inflação.
  • O governo brasileiro lançou um pacote para conter o avanço dos combustíveis e mitigar a inflação.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Instabilidade na rota tende a ampliar a volatilidade nos mercados internacionais Alexandre Brum/Petrobras - Arquivo

Em meio à ameaça dos Estados Unidos de bloquear o estreito de Ormuz, o preço do barril de Brent (como é chamada a referência para o preço do petróleo) ultrapassou US$ 100. Por volta das 8h30, o produto era vendido a US$ 102,29, um aumento de 41% quando comparado a um dia antes dos ataques dos EUA ao Irã, quando o barril era vendido a US$ 72,48.

O aviso norte-americano foi feito após as negociações com o Irã não avançarem. Representantes dos dois países se reuniram neste domingo (12) para discutir as condições para um possível cessar-fogo. Apesar das 20 horas de reunião, os iranianos não aceitaram abandonar o programa de energia nuclear, uma das exigências de Donald Trump.

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No estreito, transitam cerca de 20% do petróleo consumido globalmente. Além dos riscos para os EUA e Irã, a interrupção do fluxo também pode pressionar os preços no Brasil.

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A instabilidade na rota, majoritariamente controlada pelo Irã, tende a ampliar a volatilidade nos mercados internacionais e a pressionar os preços da commodity, com potenciais efeitos sobre a economia global em termos de inflação, juros e crescimento econômico.

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Segundo o governo dos EUA, o bloqueio servirá para interceptar todas as embarcações em águas internacionais que tenham pago pedágio ao Irã.

Plano do governo

Em meio à escalada dos preços do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio, o governo brasileiro lançou um pacote para conter o avanço dos combustíveis, com medidas como a subvenção de até R$ 1,20 por litro para a importação de diesel. A iniciativa busca aliviar a inflação e o custo de vida no curto prazo, mas reacende o debate sobre os efeitos colaterais de intervenções desse tipo na economia brasileira.

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Na avaliação do economista Hugo Garbe, esse tipo de ação costuma ter impacto imediato relevante sobre os preços. “No curto prazo, elas podem gerar alívio ao consumidor e ajudar a conter o avanço do IPCA, já que o combustível impacta diretamente transporte, alimentos e serviços”, afirma. Segundo ele, o efeito ganha ainda mais peso em momentos de volatilidade internacional e pressão cambial.

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