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Polícia britânica prende mais 2 por ataque a soldado em Londres

Internacional|Do R7

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Por Guy Faulconbridge e Michael Holden

LONDRES, 23 Mai (Reuters) - A polícia britânica prendeu na quinta-feira mais duas pessoas por suspeita de cumplicidade com os dois homens acusados de terem matado um soldado a sangue frio na véspera, em vingança pelas guerras travadas nos países muçulmanos.

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Os dois supostos assassinos, cidadãos britânicos de ascendência nigeriana, agora sub custódia das autoridades em hospitais, já eram conhecidos dos serviços de segurança antes do atentado de quarta-feira, segundo fontes de segurança. Outro homem e uma mulher, ambos de 29 anos, foram detidos por suspeita de conspiração para matar.

Um dos agressores, filmado ao lado do corpo da vítima enquanto justificava calmamente o crime e segurava com as mãos ensanguentadas as armas usadas - uma faca e um cutelo -, foi identificado por conhecidos como sendo o londrino Michael Adebolajo, de 28 anos, britânico nato convertido ao islamismo.

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O ataque foi tão frenético que algumas testemunhas acharam que a dupla estava tentando decapitar e estripar a vítima, identificada como sendo um recrutador do Exército de 25 anos, com passagem pela guerra do Afeganistão.

O ataque ocorreu pouco mais de um mês depois da dupla explosão que matou três pessoas na Maratona de Boston (EUA), e foi o primeiro atentado letal cometido por militantes islâmicos na Grã-Bretanha desde que homens-bomba mataram 52 pessoas no metrô londrino, em 2005. Especialistas dizem que os casos deste ano em Boston e Londres mostram o risco representado pelos "lobos solitários", indivíduos radicalizados, mas que não necessariamente têm contato com grupos como a Al Qaeda.

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Adebolajo e o outro homem, que talvez tenha nascido no exterior e se naturalizado britânico, foram baleados pela polícia no local. Na quinta-feira, as autoridades vasculharam seis imóveis como parte da investigação.

PREVENÇÃO DIFÍCIL

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Uma fonte próxima à investigação disse à Reuters que Adebolajo já havia sido visto distribuindo panfletos islâmicos radicais, mas não era considerado uma ameaça séria.

Outra fonte oficial disse que as origens dos suspeitos numa metrópole multicultural - quase 40 por cento dos londrinos nasceram no exterior - e a simplicidade do ataque tornam a prevenção difícil.

"Exceto por ser horrivelmente bárbaro, isso foi relativamente simples de cometer", disse a fonte. "Foi bastante de baixa tecnologia, e isso é francamente bastante desafiador."

Anjem Choudary, um dos mais conhecidos clérigos islâmicos da Grã-Bretanha, disse à Reuters que Adebolajo era conhecido entre os fiéis como "Mujahid" ("lutador"). "Ele costumava comparecer a algumas manifestações e atividades que realizávamos no passado".

Choudary acrescentou que há cerca de dois anos não vê Adebolajo. "Ele era pacífico, modesto, e não acho que houvesse qualquer razão para pensar que fosse fazer algo de violento", afirmou.

Os dois suspeitos usaram um carro para atropelar o soldado Lee Rigby em frente ao quartel Woolwich, no bairro homônimo do sudeste de Londres, e em seguida usaram armas brancas para atacá-lo, segundo testemunhas.

A dupla disse aos chocados transeuntes que o ataque era uma vingança por guerras travadas pela Grã-Bretanha em países islâmicos. Rigby, que tinha um filho de 2 anos e tocava percussão na banda militar, estava à paisana. Ele atualmente servia no local como recrutador do Exército.

(Reportagem adicional de Kate Holton, Andrew Osborn, Costas Pitas, Estelle Shirbon, Peter Griffiths, Mark Hosenball e Mark Anderson)

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