Internacional Polícia de Londres é racista, misógina e homofóbica, diz relatório

Polícia de Londres é racista, misógina e homofóbica, diz relatório

Primeiro Ministro, Rishi Sunak, afirma que é preciso haver uma mudança de cultura e liderança na Scotland Yard

AFP
Resumindo a Notícia
  • Denúncia afirma que polícia de Londres é racista e homofóbica.

  • Relatórios pedem uma reforma total da Scotland Yard.

  • primeiro-ministro diz que polícia precisa retomar confiança.

Polícia Metropolitana de Londres possui mais de 43 mil funcionários

Polícia Metropolitana de Londres possui mais de 43 mil funcionários

Repodução/Twitter/@Reuters

A polícia de Londres é "institucionalmente" racista, misógina e homofóbica, denuncia um novo relatório publicado nesta terça-feira (21) sobre a outrora prestigiada Scotland Yard, que pede uma "reforma total" da instituição, em crise após uma série de escândalos. 

"Temos que limpar" a polícia de Londres. "É hora de uma mudança radical", disse à BBC Louise Casey, autora do relatório de 363 páginas, que estampa as primeiras páginas de todos os jornais britânicos nesta terça-feira. É uma força policial "quebrada e podre", afirmou o jornal Daily Mail. A Scotland Yard "perdeu a confiança da opinião pública", escreveu o The Daily Telegraph. 

"A polícia precisa restaurar a confiança nos seus serviços. (...). Tem de haver uma mudança de cultura e liderança", reagiu o primeiro-ministro conservador Rishi Sunak.

O relatório foi encomendado após a morte de Sarah Everard, uma londrina de 33 anos que foi estuprada e assassinada por um policial, Wayne Couzens, que a prendeu com falsas alegações em 2021. O caso chocou os britânicos.

A Polícia Metropolitana de Londres - a maior força policial do país, com mais de 43.000 policiais e outros funcionários - está envolvida em uma série de escândalos há anos, que a mergulharam em uma grave crise de confiança. 

Segundo Casey, a violência contra mulheres e meninas "não tem sido levada a sério em termos de recursos e prioridades". 

A longa investigação descreve como as evidências em casos de estupro, como amostras de urina e sangue, não foram usadas porque foram armazenadas em frigoríficos lotados - às vezes quebrados.

Além disso, "apesar da presença de alguns oficiais superiores experientes, são os funcionários inexperientes e sobrecarregados que lidam com a proteção de menores, estupros e crimes sexuais graves", denuncia. 

Por outro lado, "pessoas negras são supervigiadas e subprotegidas", observa.

Ela também aponta que as mulheres na polícia são "vítimas de sexismo diariamente" e que a "homofobia profunda" reina na "Met". 

Casey pede uma "mudança fundamental". "Este relatório é o primeiro a trazer à tona todas as injustiças cometidas contra londrinos, londrinos negros, mulheres e seus próprios agentes", destaca.

Mas sua autora teme que não o relatório não será acompanhado pelas "reformas profundas que são necessárias". Ela descreve um corpo "que mostra pouca humildade", relutante em "admitir que há problemas".

O novo documento foi divulgado quase 25 anos depois do relatório Macpherson, redigido após o assassinato do adolescente negro Stephen Lawrence. O documento concluiu em 1999 que existia um "racismo institucional" na polícia.

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