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Polícia despeja moradores de favela mais antiga da França

A maioria dos habitantes do local era formada por romenos e búlgaros

Internacional|Do R7

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Organizações humanitárias exigiram o fim da operação
Organizações humanitárias exigiram o fim da operação
Autoridades alertaram para os problemas sanitários do local
Autoridades alertaram para os problemas sanitários do local
Moradores do local reclamaram não ter abrigo alternativo para dormir
Moradores do local reclamaram não ter abrigo alternativo para dormir

A polícia da França desmantelou nesta quinta-feira (27) a populosa favela La Samaritaine, nos arredores de Paris, considerado o mais antigo da França e onde viviam cerca de 80 famílias de origem romena e búlgara, a maioria ciganos.

A prefeitura de Saint-Denis anunciou hoje que a ordem foi dada após a conclusão do "diagnóstico social", etapa prévia obrigatória a toda expulsão, e precisou que as famílias estavam advertidas do despejo desde meados de agosto.


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Coletivos que atuavam em defesa e em representação dos moradores da favela, como La voix dês Roms, denunciaram que os pesquisadores estavam esperavam receber novos elementos antes de encerrar o relatório.


Associações como Médecins du Limpe e a Fundação Abbé Pierre, que apoiam os moradores desde o levantamento desse povoado em 2008, acrescentaram que, apesar dos argumentos das autoridades locais, não foi dadas alternativas de alojamento. Intervieram no despejo 12 caminhões da CRS (Companhia Republicana de Segurança), que atuaram com a área isolada para evitar distúrbios.

"Cada expulsão reflete de novo a incoerência política, que desloca os problemas sem buscar soluções profundas", lamentaram a Médecins du Limpe e a Fundação em comunicado conjunto, no qual reiteraram que estas pessoas foram afastadas de seus locais de trabalho e dos centros médicos e escolares que frequentavam.


As duas ONG insistiram em que o despejo é "a resposta menos adaptada e no entanto a mais utilizada, porque sem resolver nada, gera custos psicológicos, humanos e financeiros consideráveis".

Por isso, exigiram que parem com as expulsões que não são acompanhadas de alternativas de alojamento "adaptadas e perenes", e que seja convocada uma conferência regional sobre esse tipo de povoado para avaliar as possíveis soluções e sua aplicação. 

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