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Polícia detém mais de 100 pessoas durante remoção de barricadas em Hong Kong

Ao menos 20 pessoas ficaram feridas em enfrentamentos entre policiais e manifestantes

Internacional|Do R7

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Mais de 100 pessoas foram detidas, entre eles os líderes estudantis Joshua Wong e Lester Shum, e ao menos 20 ficaram feridas na madrugada desta quarta-feira (26) em Hong Kong, em enfrentamentos entre policiais e manifestantes pró-democracia durante a operação para remoção de parte das barricadas do distrito operário de Mong Kok.

A polícia, que mobilizou milhares de agentes, utilizou gás e cassetetes para dispersar os manifestantes que ocupavam novas ruas do bairro de Mong Kok, depois que uma das zonas tomadas pelos protestos há quase dois meses foi desocupada.

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Os agentes prenderam mais de 100 pessoas por acusações que incluem formação de quadrilha, agressão a um oficial, posse de armas e obstrução das autoridades, durante os intensos enfrentamentos que se prolongaram durante 12 horas, até depois das 3h da madrugada de hoje (17h de Brasília da terça-feira), informaram fontes policiais em um comunicado.

Entre os presos estão os líderes estudantis Joshua Wong e Lester Shum, segundo confirmaram representantes da Federação dos Estudantes de Hong Kong, uma das organizações que organizam os protestos através das redes sociais.

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Joshua Wong, que figurou na capa da revista "Time" no início das manifestações, é o líder do movimento estudantil Scholarism, que reúne alunos do ensino médio. Lester Shum, por sua vez, é um dos secretários da Federação dos Estudantes de Hong Kong, organização que liderou as conversas com o governo durante os protestos.

Além das detenções, nove policiais tiveram que ser atendidos por ferimentos, enquanto o número de manifestantes que precisam de atendimento médico ainda é incerto.

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Os enfrentamentos começaram às 15h de terça-feira (5h de Brasília), depois que agentes e oficiais de justiça iniciaram uma operação para retirar as barricadas montadas pelos manifestantes em um trecho de uma rua do bairro de Mong Kok, obedecendo a uma ordem judicial.

Uma vez que a rua foi esvaziada, os manifestantes se concentraram nas imediações, desobedecendo às ordens da polícia para que deixassem a área. A tensão continuou enquanto centenas de policiais tentavam isolar a entrada de algumas ruas para evitar que os manifestantes expandissem suas barricadas.

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Os concentrados, munidos de guarda-chuvas, capacetes e escudos, tentaram erguer barricadas em novas ruas e interromperam o trânsito temporariamente em duas vias.

O tenso embate entre policiais e manifestantes em Hong Kong deve prosseguir hoje, já que o governo local anunciou que vai utilizar força policial para dispersar a principal aglomeração em Mong Kok.

A operação, considerada de alto risco, prevê que hoje seja desmantelado o acampamento na Rua Nathan, onde centenas de barracas se estendem por mais de 500 metros. Essa rua é uma das grandes artérias do trânsito da península de Kowloon.

O bairro de Mong Kok, que tem alta densidade de população e concentra grande parte da atividade comercial e turística da ex-colônia britânica, foi palco de alguns dos enfrentamentos mais violentos desde que começaram os protestos pró-democráticos.

Enquanto o apoio da população ao movimento está em declínio, os manifestantes se recusam a deixar as ruas, quando hoje completam 60 dias de protestos.

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