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Polícia norte-irlandesa prende homem ligado ao IRA por morte de católica

Jean McConville foi assassinada em 1972

Internacional|Do R7

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A polícia norte-irlandesa (PSNI) prendeu nesta quinta-feira (27) um homem de 58 anos pelo assassinato da católica Jean McConville, crime cometido pelo IRA em 1972 e sobre o qual o presidente do Sinn Fein, Gerry Adams, foi interrogado.

Embora a PSNI não tenha dado detalhes sobre a identidade do suspeito, a emissora "BBC" informou que se trata do norte-irlandês Bobby Storey, conhecido membro do Sinn Fein, antigo braço político do já inativo Exército Republicano Irlandês (IRA).

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Após sua detenção hoje, Storey foi levado para uma delegacia de Antrim, ao norte de Belfast, para ser interrogado durante um período não superior a 72 horas, segundo estabelece a legislação antiterrorista britânica.

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McConville, uma católica conversa de 37 anos e mãe de dez filhos, foi assassinada pelo IRA ao ser acusada de espionar para as forças britânicas, o que depois se comprovou que não era verdade.

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Seu corpos só foi encontrado em 2003, quatro anos depois da organização reconhecer a autoria do crime e fornecer pistas sobre o paradeiro dos restos mortais.

Entre as pessoas relacionadas ao caso está Adams, que foi interrogado durante quatro dias em maio pelo assassinato, mas foi posto em liberdade sem acusações.

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A PSNI, no entanto, enviará um relatório para a promotoria para que decida se existem provas para acusá-lo. Até o momento, só o ex-dirigente paramilitar Ivor Bell, de 77 anos, foi acusado pelo assassinato.

Bell, um histórico ex-dirigente do IRA em Belfast, está sendo processado por supostamente ajudar e encobrir o assassinato de McConville.

A detenção em maio do presidente do Sinn Fein, que nega seu envolvimento no crime e participação no IRA, quase gerou uma grave crise no processo de paz, pois o partido advertiu que retiraria seu apoio à PSNI se o líder fosse acusado.

Após sua libertação, Adams reiterou a lealdade de seu partido às forças da ordem e seu compromisso com a via democrática, embora tenha denunciado a existência de "inimigos" do processo de paz e dos republicanos na PSNI. 

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