Policial é acusado de roubar identidade de morto para ficar morando na casa dele
Acusado escondeu a morte do idoso por quatro anos e só foi descoberto porque herdeiros tentaram vender o imóvel
Internacional|Do R7
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Um policial da Flórida, nos Estados Unidos, é acusado de roubar a identidade de um idoso já falecido para, deste modo, poder se mudar e viver na casa dele por pelo menos quatro anos.
Brian Louis Sguros, de 35 anos, trabalhava como oficial de polícia em Lauderhill até ser preso nesta semana pelo Departamento do Xerife do Condado de Broward.
Em 2022, Sguros teria sido escalado para fazer uma visita de verificação de bem-estar a Dennis West, um idoso de 71 anos, que morava em uma casa de dois andares no sul da Flórida.
Chegando lá, Sguros encontrou West morto, aparentemente por causas naturais, e decidiu não comunicar o óbito. No lugar disso, ele se mudou para o imóvel e passou anos morando lá sem que fosse detectado.
De acordo com o Departamento do Xerife, Sguros “montou um complexo esquema para assumir o controle” da casa de West.
De acordo com a investigação, o acusado teria se passado por “amigo” do idoso diante do médico legista e declarado a ele que West não tinha parentes vivos, algo que, mais tarde, constatou-se ser mentira.
Ainda assim, conseguiu que o corpo do idoso fosse cremado sem que sua verdadeira família tivesse oportunidade de se despedir.
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Em 2025, Sguros tentou tomar posse definitiva do imóvel, alegando que era dono da casa desde 2022 e que tinha ficado na casa para evitar que pessoas ocupassem o imóvel ilegalmente, exatamente aquilo que ele vinha fazendo.
Além disso, Sguros teria executado reformas no imóvel em que gastou cerca de R$ 40 mil, e foi este exato valor que ele pediu em reembolso quando foi obrigado a devolver as chaves do imóvel aos seus verdadeiros donos.
Sguros foi descoberto quando os herdeiros de West decidiram vender a propriedade e ficaram sabendo que havia um desconhecido morando ali.
Mediante pagamento de quase R$ 125 mil, Sguros vai poder responder ao processo em liberdade, mas é acusado de má-conduta profissional e uso criminoso de identidade de pessoa falecida.
De acordo com o Departamento de Polícia de Lauderhill, onde Sguros era alocado, ele foi exonerado de suas funções e foi colocado em licença remunerada até que seja sentenciado.
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