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Polônia recua em lei do Holocausto e promete anular penas de prisão

Serão removidas partes da legislação que determinavam prisão para qualquer pessoa que insinue que a nação foi cúmplice de crimes dos nazistas

Internacional|Do R7

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Primeiro-ministro pediu ao Parlamento que emende lei
Primeiro-ministro pediu ao Parlamento que emende lei

A Polônia anunciou nesta quarta-feira (27) que vai amenizar uma polêmica lei do Holocausto que revoltou os Estados Unidos e Israel, e removerá partes da legislação que determinavam penas de prisão para qualquer pessoa que insinue que a nação foi cúmplice de crimes dos nazistas.

O primeiro-ministro polonês, Mateusz Morawiecki, pediu ao Parlamento que emende a lei na manhã desta quarta-feira — um anúncio inesperado que veio no momento em que o partido governista Lei e Justiça (PiS) procura fortalecer seus laços de segurança com Washington e enfrenta mais questionamentos da União Europeia.

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Os parlamentares iniciaram um debate sobre as mudanças, e o presidente da câmara baixa disse que elas serão tratadas por meio de um "procedimento urgente".

Tal como entrou em vigor em março, a lei impõe penas de prisão de até três anos para qualquer pessoa que use a frase "campos de extermínio poloneses" ou insinue "publicamente e contra os fatos" que o Estado polonês teve cumplicidade nos crimes da Alemanha nazista.

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À época, o governo nacionalista de direita disse que a lei é necessária para proteger a reputação da Polônia. Israel e os EUA disseram que a legislação equivale a um acobertamento da história

"Desistimos das cláusulas criminais", disse o chefe de gabinete do premiê, Michal Dworczyk, à rádio pública na manhã desta quarta-feira, dizendo que estes trechos da lei desviariam a atenção da questão original da legislação.

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O governo do PiS afirmou que, depois de um debate público sobre o projeto de lei, decidiu que existem outras "ferramentas" que pode usar para "proteger o bom nome da Polônia".

"A mudança é um resultado de nossa análise da situação. Além disso, a discussão internacional, e especialmente nos Estados Unidos, teve um impacto. Tudo isso está conectado", disse um parlamentar do PiS sob condição de anonimato.

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Varsóvia vem buscando garantias de segurança de sua aliada Washington como política de dissuasão contra a Rússia – e no mês passado divergiu da rejeição explícita da UE (União Europeia) à retirada norte-americana do acordo nuclear com o Irã.

Na terça-feira ministros da UE iniciaram um debate inédito sobre ameaças ao Estado de Direito na Polônia, incentivando Varsóvia a recuar de reformas judiciais contestadas que, argumentam, submetem seus tribunais a um controle político maior.

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