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Pombos espiões: entenda como a Rússia pode controlar aves com chips cerebrais

Operadores russos conseguem alterar a rota de voo dos pombos usando um controle remoto

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Startup russa Neiry Group testa chips cerebrais em pombos para controlar voos à distância.
  • Pombos podem percorrer mais de 480 km por dia, oferecendo vantagens em relação a drones tradicionais.
  • Iniciativas incluem missões de busca e salvamento, além de monitoramento de infraestruturas.
  • Especialistas alertam sobre possíveis usos militares, como a transmissão de doenças em territórios inimigos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Empresa russa afirma ter transformado pombos em biodrones usando implantes de interfaces cerebrais Divulgação/Neiry

Uma empresa da Rússia está testando chips cerebrais em pombos, para que os animais possam agir como drones. A iniciativa é conduzida pela startup Neiry Group, que desenvolveu uma forma de inserir a tecnologia no cérebro das aves, além de instalar câmeras no corpo e equipamentos capazes de direcionar o voo à distância.

Os operadores conseguem alterar a rota dos pombos usando um controle remoto, por meio de estímulos elétricos aplicados no crânio.


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Para a empresa, a iniciativa oferece vantagens em relação a drones tradicionais, como maior autonomia e alcance. Os pombos conseguiriam alcançar áreas onde aeronaves não tripuladas convencionais teriam dificuldade de operar.

Segundo o jornal The Telegraph, as aves conseguem percorrer mais de 480 quilômetros por dia e podem ser usadas em missões de busca e salvamento, além de ajudar no monitoramento de infraestruturas, como linhas de transmissão de energia e pontos de distribuição de gás.


“Atualmente, a solução funciona com pombos, mas qualquer ave pode ser usada como vetor. Para transportar uma carga maior, planejamos usar corvos. Para monitorar instalações costeiras, gaivotas, e para áreas marítimas maiores, albatrozes”, disse o diretor-executivo da Neiry, Alexander Panov.

Apesar do discurso focado em operações civis, especialistas alertam para o uso dos pombos em cenários de guerra. Um consultor científico do Pentágono, ouvido pela Bloomberg, comentou que os “biodrones” poderiam ser utilizados até para transmitir doenças em território inimigo.

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