Por que a Argentina quer mudar o fuso horário do país?
Proposta busca alinhar horário oficial ao fuso geográfico, prometendo economia de energia e benefícios à população
Internacional|Do R7
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A Argentina está próxima de mudar o fuso horário oficial do país, uma iniciativa que pode impactar diretamente o cotidiano de milhões de cidadãos.
Segundo o jornal argentino La Nación, a Câmara dos Deputados deu aprovação preliminar a um projeto de lei que propõe ajustar os relógios do país, adiantando-os em uma hora, para alinhar o horário oficial ao fuso horário geográfico.
A proposta, agora encaminhada ao Senado, é defendida pelo deputado e ex-vice-presidente Julio Cobos e tem como objetivo otimizar o uso da luz solar e reduzir o consumo de energia.
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A sessão que aprovou o projeto, realizada na quinta-feira (21), teve 151 votos a favor, 66 contra e 8 abstenções, segundo o portal de notícias argentino Infobae.
A proposta estabelece que a Argentina adote o fuso horário -4 em vez do atual -3, praticado desde 1969. Geograficamente, a maior parte do território argentino está na zona -4, com áreas montanhosas na zona -5, o que torna o horário atual desalinhado com o horário solar real.
O principal argumento da iniciativa é a economia de energia, especialmente no inverno, quando a demanda por eletricidade e gás aumenta.
Cobos argumenta que o desalinhamento entre o horário oficial e o solar exige maior uso de iluminação artificial ao entardecer, elevando o consumo energético. A mudança, que adianta os relógios em uma hora, faria o nascer e o pôr do sol ocorrerem mais tarde, permitindo maior aproveitamento da luz natural à tarde.
Outro benefício apontado é a melhoria no desempenho acadêmico. O projeto diz que alinhar os horários com a luz solar favorece os ritmos circadianos, podendo aumentar a atenção e a produtividade dos alunos.
Além disso, a proposta prevê coordenação com países do Mercosul, como Brasil, Paraguai, Bolívia e Chile, que já utilizam o fuso -4. Segundo o Infobae, isso facilitaria a integração comercial, logística e a sincronização em setores como mercado de ações, bancos e transportes.
Essa é a terceira tentativa de Cobos de aprovar a mudança, após projetos apresentados sem sucesso em 2022 e 2024. Agora, o Senado argentino deve analisar o texto nas próximas semanas para decidir se a medida será implementada.
Na América do Sul, países como Chile e Paraguai já operam no -4, enquanto o Brasil utiliza fusos que variam de -2 a -5, dependendo da região.
Perguntas e Respostas
Qual é a proposta de mudança do fuso horário na Argentina?
A Argentina está próxima de mudar seu fuso horário oficial, adiantando os relógios em uma hora para alinhar o horário oficial ao fuso geográfico. A proposta foi aprovada preliminarmente pela Câmara dos Deputados e agora segue para o Senado.
Quem está defendendo essa mudança?
O deputado e ex-vice-presidente Julio Cobos é um dos principais defensores da proposta, que visa otimizar o uso da luz solar e reduzir o consumo de energia.
Qual foi o resultado da votação na Câmara dos Deputados?
A votação na Câmara dos Deputados ocorreu com 151 votos a favor, 66 contra e 8 abstenções.
Qual é o fuso horário atual da Argentina e qual será o novo?
Atualmente, a Argentina adota o fuso horário -3, que está em vigor desde 1969. A proposta sugere a adoção do fuso -4.
Quais são os principais argumentos a favor da mudança?
Os principais argumentos incluem a economia de energia, especialmente no inverno, e a melhoria no desempenho acadêmico, já que alinhar os horários com a luz solar pode favorecer os ritmos circadianos dos alunos.
Como a mudança do fuso horário pode impactar a integração com outros países?
A proposta prevê coordenação com países do Mercosul, como Brasil, Paraguai, Bolívia e Chile, que já utilizam o fuso -4, facilitando a integração comercial e logística.
Essa é a primeira tentativa de mudança do fuso horário na Argentina?
Não, essa é a terceira tentativa de Julio Cobos de aprovar a mudança, após tentativas sem sucesso em 2022 e 2024.
Como está a situação do fuso horário em outros países da América do Sul?
Na América do Sul, países como Chile e Paraguai já operam no fuso -4, enquanto o Brasil utiliza fusos que variam de -2 a -5, dependendo da região.
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