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Por que a França barrou leilão de retrato de R$ 18,3 milhões

Obra redescoberta em 2025 foi feita pelo pintor alemão Hans Baldung Grien

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A França impediu o leilão de um retrato do pintor Hans Baldung Grien, avaliado em até R$ 18,3 milhões.
  • O governo alega que a obra faz parte do Tesouro Nacional, bloqueando sua exportação por 30 meses.
  • O retrato retrata Susanna Pfeffering, uma mulher rica de Estrasburgo, e foi redescoberto em 2025.
  • A Beaussant Lefèvre, casa de leilões, anunciou a suspensão apesar do interesse de colecionadores internacionais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Desenho retrata Susanna Pfeffering, uma mulher rica de Estrasburgo Reprodução/Beaussant Lefèvre

A França barrou o leilão de um retrato feito pelo pintor alemão Hans Baldung Grien. A obra, redescoberta em 2025, poderia atingir lances de até US$ 3,5 milhões (R$ 18,3 milhões), segundo estimativas do site Artnet.

O desenho, feito com ponta de prata, retrata Susanna Pfeffering, uma mulher rica da cidade de Estrasburgo. O governo francês suspendeu o leilão sob a alegação de que a obra faz parte do Tesouro Nacional.


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É estimado que o retrato tenha sido feito em 1517, tendo sido redescoberto enquanto o leiloeiro Arthur De Moras, da Beaussant Lefèvre, mesma empresa que organizava o leilão, catalogava as artes da família Pfeffering.

Hans Baldung Grien, por sua vez, se destacou no período do Renascimento. Ao longo de sua carreira, o artista fez apenas cerca de 250 desenhos. Desses, 12 desses utilizaram a técnica de ponta de prata.


Em comunicado, a Beaussant Lefèvre & Associés informou que a venda foi suspensa “apesar do forte interesse de diversas instituições e colecionadores internacionais”. A casa de leilões havia solicitado, em 25 de novembro de 2025, uma licença de exportação para o quadro, mas a Comissão Consultiva Francesa sobre Tesouros Nacionais levou quase quatro meses para deliberar sobre o caso.

A decisão impôs um bloqueio de exportação por 30 meses, período em que potenciais compradores franceses poderão apresentar ofertas elevadas para manter o desenho no país.


Diante do impasse, o governo francês argumenta que o retrato possui “grande interesse para o patrimônio nacional, tanto do ponto de vista histórico quanto artístico”.

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