Por que mulheres usam menos inteligência artificial do que homens, segundo estudo
Trabalhadoras preocupam-se com a ética e temem serem substituídas pela ferramenta
Internacional|Do R7
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Um estudo publicado na revista PNAS Nexus investigou a disparidade de gênero no uso de inteligência artificial, principalmente em ambientes de trabalho. Segundo pesquisadores, as mulheres percebem a IA como mais arriscada e menos benéfica do que os homens.
A pesquisa contou com cerca de 3.000 voluntários do Canadá e Estados Unidos, e mostrou que o sexo feminino hesita em situações de incerteza. Um dos motivos seria o fato de estarem mais expostas aos riscos econômicos.
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Além de se preocuparem com a ética ao usarem a ferramenta para fazer suas próprias tarefas, as mulheres também pensam com mais frequência no risco de perderem o emprego e serem substituídas pela tecnologia.
“As mulheres constituem um grupo fundamental que provavelmente sofrerá impactos distributivos distintos decorrentes da IA. Elas estão sobrerrepresentadas em uma série de empregos administrativos, de escritório e de serviços que podem ser impactados pelas tecnologias de IA”, diz um trecho do estudo.
“Simultaneamente, a sub-representação das mulheres nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática significa que elas podem ter menos acesso a empregos bem remunerados relacionados à IA e a cargos de liderança.”
Um ponto que chama atenção é que, quando as incertezas são retiradas do cenário, as mulheres se mostram mais tolerantes ao uso da tecnologia. Para os pesquisadores, o comportamento reforça a hipótese de aversão à incerteza.
Diante dos dados, o estudo sugere medidas para alcançar a igualdade de gênero no uso de IA. Entre elas estão a implementação de políticas que atenuem os riscos associados à ferramenta e proteções contra substituição de emprego.
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