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Por que o chefe de segurança da Ucrânia deixou o cargo após liderar ações estratégicas

Entre as ações estiveram ataques com drones a bases russas e uma operação na Ponte da Crimeia

Internacional|Do R7

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  • Vasyl Maliuk deixou o cargo de chefe do Serviço de Segurança da Ucrânia, mas continuará a trabalhar na agência, liderando uma nova unidade.
  • A mudança é parte de uma reorganização militar, com foco em aumentar a capacidade ofensiva contra a Rússia.
  • Maliuk teve um papel importante em operações assimétricas, incluindo ataques a bases russas e ações na Ponte da Crimeia.
  • Ele foi nomeado Herói da Ucrânia e a transição busca tornar a estrutura de defesa mais ágil e eficiente.

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Maliuk assumiu o comando interino do SBU em julho de 2022, poucos meses após o início da invasão russa
Maliuk assumiu o comando interino do SBU em julho de 2022, poucos meses após o início da invasão russa Reprodução/SBU

Vasyl Maliuk deixou o cargo de chefe do Serviço de Segurança da Ucrânia após mais de dois anos à frente da principal agência de segurança interna do país. A saída, confirmada nesta segunda-feira (5), não representa um afastamento do aparato estatal. Maliuk seguirá no SBU, onde passará a comandar uma nova unidade dedicada exclusivamente a operações furtivas contra a Rússia.

A mudança foi anunciada pelo próprio Serviço de Segurança da Ucrânia em seu canal oficial no Telegram e confirmada pelo presidente Volodymyr Zelenskyy. Segundo o governo, a decisão faz parte de uma reorganização da estrutura de defesa em meio à guerra, com foco em ampliar a capacidade ofensiva e a flexibilidade operacional do país.


Zelenskyy afirmou que se reuniu com Maliuk antes da transição e que o convidou para assumir uma função considerada estratégica. “É preciso haver mais operações assimétricas ucranianas contra o ocupante e o Estado russo, com resultados mais expressivos na eliminação do inimigo”, declarou o presidente. Ele acrescentou que Maliuk continuará nessa missão. “Vasyl Vasylovych é o melhor nisso e continuará fazendo exatamente isso.”

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Em sua própria declaração, Maliuk confirmou a saída do comando do SBU e explicou o novo papel. “Estou deixando o cargo de chefe do Serviço de Segurança. Permanecerei no sistema do SBU para realizar operações especiais assimétricas de classe mundial que continuarão a infligir o máximo de danos ao inimigo”, escreveu. Ele também agradeceu ao presidente, aos colegas e à população ucraniana, além de prestar homenagem aos mortos na guerra.


Maliuk assumiu o comando interino do SBU em julho de 2022, poucos meses após o início da invasão russa em grande escala, e teve sua nomeação confirmada pelo parlamento em fevereiro de 2023. Veterano de combate e tenente general, ele ingressou no serviço de segurança em 2001, após se formar na academia da agência, e construiu carreira nas áreas operacional e de contraespionagem.

Durante sua gestão, o SBU ampliou significativamente seu papel em ações assimétricas contra a infraestrutura militar e logística russa. Entre as operações mais relevantes estiveram ataques coordenados com drones contra bases aéreas em território russo, que atingiram bombardeiros estratégicos e aeronaves de alerta antecipado, e uma ação subaquática contra a Ponte da Crimeia, rota considerada vital para o abastecimento das forças russas no sul da Ucrânia.


Autoridades ucranianas afirmaram que essas operações reduziram a capacidade da Rússia de conduzir ataques de longo alcance e dificultaram o fluxo de tropas, combustível e munição. O SBU também intensificou medidas de contraespionagem, com a ampliação de sistemas de detecção de ameaças e a identificação de agentes e colaboradores russos dentro do país.

Em reconhecimento ao seu papel durante a guerra, Maliuk recebeu em maio de 2025 o título de Herói da Ucrânia e a Ordem da Estrela Dourada. Para o lugar dele no comando do SBU, Zelenskyy indicou o coronel Yevhen Khmara, chefe do Centro de Operações Especiais A da agência. O presidente afirmou que a experiência das forças especiais será ampliada na nova fase do serviço.


A transição ocorre em um momento de ajustes mais amplos na liderança da segurança e da inteligência ucranianas. Segundo o governo, a reconfiguração busca tornar a estrutura de defesa mais ágil e orientada para ações ofensivas, mantendo Maliuk em uma função considerada central para a estratégia de guerra do país.

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