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Por que navio-tanque à deriva, entupido de gás natural, virou um pesadelo e ameaça a Europa

Embarcação Arctic Metagaz, atingida por drones submarinos ucranianos, está na costa da Itália e será rebocado até a Líbia

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O navio Arctic Metagaz, carregado de gás natural, está à deriva no Mar Mediterrâneo, causando preocupação na Europa.
  • O petroleiro foi danificado por drones submarinos ucranianos e possui risco de desastre ecológico nas costas da Itália e Líbia.
  • Autoridades da Líbia iniciaram o processo de reboque do navio, mas alertas sobre riscos de vazamento ainda são emitidos.
  • A Rússia investiga o ataque ao petroleiro, acusando a Líbia de ser a base dos drones envolvidos no incidente.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Navio petroleiro danificado à deriva no mar
Petroleiro russo, supostamente atingido pela Ucrânia, é ameaça de desastre natural Marina Militare/Reuters – 13.03.2026

O Arctic Metagaz, navio petroleiro à deriva no Mar Mediterrâneo, tira o sono dos países da Europa há quase um mês. Isso porque a embarcação, carregada de gás natural liquefeito, é uma bomba-relógio de um desastre natural nas águas de um mar continental que separa o sul da Europa, norte da África e oeste da Ásia.

Nesta semana, o assessor do presidente russo e presidente da Autoridade Marítima Russa, Nikolai Patrushev, advertiu que “o petroleiro encontra-se atualmente à deriva, danificado, a sudeste da costa italiana.”


“Dadas as condições meteorológicas, existe o risco de uma entrada descontrolada no mar territorial da Líbia, Itália, Malta ou outros estados costeiros”, afirmou, segundo a agência russa Ria Novosti.

O barco, que tinha 30 tripulantes a bordo e partiu do porto ártico de Murmansk, seguia a rota prevista para a Rússia quando, em 3 de março, foi atingido por drones submarinos ucranianos perto de Malta.


A informação é do Ministério dos Transportes da Rússia e não foi confirmada por autoridades da Ucrânia.

Os homens a bordo conseguiram se lançar ao mar com o bote salva-vidas e escaparam da morte. Já o navio permanece a navegar conforme a maré, o que tira o sono dos europeus.


Reboque do navio-tanque

Anteontem, a guarda costeira da Líbia começou a rebocar um navio-tanque de gás natural liquefeito danificado, informou o GNU (Governo de Unidade Nacional), sediado em Trípoli.

Antes disso, Itália, França, Espanha e outros seis membros do sul da União Europeia escreveram à Comissão Europeia na semana passada, alertando que o petroleiro representava “um risco iminente e grave de um grande desastre ecológico”, segundo a Reuters.


Até agora, segundo a Organização Nacional de Petróleo da Líbia, “não houve vazamento de carga até o momento”. A situação ambiental está segura, sem indícios de riscos iminentes.

A Rússia acusa que a Líbia foi o ponto de partida dos drones ucranianos que atingiram o petroleiro. Nem a Ucrânia nem a Líbia se pronunciaram sobre o incidente.

O Comitê de Investigação da Rússia abriu um processo criminal com base no artigo sobre terrorismo internacional referente ao ataque ao Arctic Metagaz.

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