Por que navio-tanque à deriva, entupido de gás natural, virou um pesadelo e ameaça a Europa
Embarcação Arctic Metagaz, atingida por drones submarinos ucranianos, está na costa da Itália e será rebocado até a Líbia
Internacional|Do R7
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O Arctic Metagaz, navio petroleiro à deriva no Mar Mediterrâneo, tira o sono dos países da Europa há quase um mês. Isso porque a embarcação, carregada de gás natural liquefeito, é uma bomba-relógio de um desastre natural nas águas de um mar continental que separa o sul da Europa, norte da África e oeste da Ásia.
Nesta semana, o assessor do presidente russo e presidente da Autoridade Marítima Russa, Nikolai Patrushev, advertiu que “o petroleiro encontra-se atualmente à deriva, danificado, a sudeste da costa italiana.”
“Dadas as condições meteorológicas, existe o risco de uma entrada descontrolada no mar territorial da Líbia, Itália, Malta ou outros estados costeiros”, afirmou, segundo a agência russa Ria Novosti.
O barco, que tinha 30 tripulantes a bordo e partiu do porto ártico de Murmansk, seguia a rota prevista para a Rússia quando, em 3 de março, foi atingido por drones submarinos ucranianos perto de Malta.
A informação é do Ministério dos Transportes da Rússia e não foi confirmada por autoridades da Ucrânia.
Os homens a bordo conseguiram se lançar ao mar com o bote salva-vidas e escaparam da morte. Já o navio permanece a navegar conforme a maré, o que tira o sono dos europeus.
Reboque do navio-tanque
Anteontem, a guarda costeira da Líbia começou a rebocar um navio-tanque de gás natural liquefeito danificado, informou o GNU (Governo de Unidade Nacional), sediado em Trípoli.
Antes disso, Itália, França, Espanha e outros seis membros do sul da União Europeia escreveram à Comissão Europeia na semana passada, alertando que o petroleiro representava “um risco iminente e grave de um grande desastre ecológico”, segundo a Reuters.
Até agora, segundo a Organização Nacional de Petróleo da Líbia, “não houve vazamento de carga até o momento”. A situação ambiental está segura, sem indícios de riscos iminentes.
A Rússia acusa que a Líbia foi o ponto de partida dos drones ucranianos que atingiram o petroleiro. Nem a Ucrânia nem a Líbia se pronunciaram sobre o incidente.
O Comitê de Investigação da Rússia abriu um processo criminal com base no artigo sobre terrorismo internacional referente ao ataque ao Arctic Metagaz.
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