Porta-aviões mais antigo dos EUA será enviado para missão na América Latina
USS Nimitz possui 50 anos de serviço e deve ser retirado de serviço em 2027
Internacional|German Padinger, da CNN Internacional
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O porta-aviões mais antigo dos EUA, o USS Nimitz, visitará pelo menos quatro países durante uma extensa turnê pela América Latina que chega no contexto de crescentes tensões entre Washington e Havana, e após quase três meses da operação militar estadunidense que levou à captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.
Acompanhado pelo contratorpedeiro USS Gridley, o Nimitz, um enorme navio de propulsão nuclear que entrou em serviço em 1975 e foi pioneiro em sua classe, visitará portos no Brasil, Chile, Panamá e Jamaica e circumnavegará a América do Sul, de acordo com um comunicado publicado nesta segunda-feira (23) pelo Comando Sul dos Estados Unidos.
Durante sua viagem também terá contatos com as Marinhas da Argentina, Colômbia, Equador, Peru, México, El Salvador, Guatemala e Uruguai.
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Este poderia ser um dos últimos destacamentos do veterano Nimitz, que seria retirado de serviço este ano, embora a decisão tenha sido adiada até 2027 para coincidir com a entrada em serviço de seu substituto, o porta-aviões USS John F. Kennedy, de acordo com um relatório do Stars and Stripes, o jornal oficial das Forças Armadas dos Estados Unidos.
Pelo menos desde agosto de 2025, quando os EUA começaram um destacamento naval no Caribe argumentando sua intenção de combater o narcoterrorismo, as águas ao redor da América Latina se acostumaram com a presença habitual de navios de guerra estadunidenses.
Pelo mar do Caribe e pelos oceanos Atlântico e Pacífico passaram, antes do Nimitz, o porta-aviões USS Gerald R. Ford, o navio de assalto anfíbio USS Iwo Jima, o submarino de propulsão nuclear USS Newport News e uma dezena de contratorpedeiros e outros navios de escolta.
Algumas destas naves participaram dos “múltiplos ataques contra barcos supostamente carregados com droga”, e depois na operação militar que levou à derrubada de Maduro e a uma “mudança de época” na Venezuela e ao início de uma crise em Cuba, que perdeu em Caracas seu “último grande aliado”.
Havana enfrenta agora apagões quase diários devido à falta de petróleo venezuelano e uma constante pressão dos EUA, cujo presidente, Donald Trump, disse que espera uma “tomada amigável” do país.
Agora, a vez de se destacar na região é do USS Nimitz, embora sua missão possa ser distinta.
De acordo com o Comando Sul, o navio em sua turnê “fomentará a boa vontade, fortalecerá as alianças marítimas, neutralizará as ameaças e fortalecerá nossa equipe”.
“O destacamento Southern Seas 2026 oferece uma oportunidade única para melhorar a interoperabilidade e aumentar a competência com as forças de nossas nações parceiras em todo o domínio marítimo”, acrescentou.
A CNN Internacional contactou o Departamento de Defesa dos EUA para saber mais sobre a missão do Nimitz na América Latina.
Segundo a história oficial do navio, o USS Nimitz entrou em serviço em 1975 e realizou seu primeiro destacamento em 1976.
Deve seu nome ao almirante Chester William Nimitz, comandante da Frota do Pacífico dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial.
Naquele momento, tratava-se do porta-aviões maior e mais avançado da Marinha dos Estados Unidos, e o primeiro de uma série de dez navios gêmeos que seguem em serviço até hoje.
O USS Nimitz (identificado na Marinha como CVN-68) tem, assim como seus navios gêmeos, um comprimento total de 332 metros e um deslocamento de 87.900 toneladas, e utiliza dois reatores nucleares para navegar a uma velocidade máxima de 30 nós (cerca de 55 quilômetros por hora).
Cada um desses porta-aviões custa cerca de US$ 4,5 bilhões (cerca de R$ 23,5 bilhões reais, cotação atual), de acordo com a Marinha dos Estados Unidos.
Conta com uma tripulação de 5.000 homens e está armado com uma variedade de canhões e mísseis de defesa antiaérea.
Mas “seu trunfo principal” são as mais de 65 aeronaves de combate embarcadas, entre as quais se destacam os caça-bombardeiros F/A-18E/F Super Hornets e os caças de guerra eletrônica EA-18G Growlers.
Durante seus 50 anos na Marinha, o USS Nimitz participou das operações militares mais importantes dos EUA nas últimas décadas, desde a Guerra do Golfo em 1991 até as Guerras do Afeganistão (2001) e Iraque (2003), entre muitas outras missões.
Os porta-aviões de propulsão nuclear classe Nimitz estão sendo progressivamente substituídos pela nova classe Gerald Ford, mas espera-se que, mesmo após a retirada do primeiro da série, o USS Nimitz, seus navios gêmeos continuem prestando serviço por muitos anos mais.
Ainda mais devido aos problemas recentes do moderno USS Gerald Ford, que após participar dos destacamentos no Caribe e no Mediterrâneo durante as operações contra o Irã sofreu um incêndio que levou ao cancelamento do destacamento.
Talvez a última missão do longevo Nimitz ocorra precisamente na América Latina, onde Trump parece ter colocado boa parte de sua atenção e dos recursos dos EUA desde seu retorno à Casa Branca.
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