Porta-voz da Rússia nega alegações de envenenamento de Navalny, opositor ao governo
Cinco países afirmam que amostras de sangue de Navalny mostraram presença de toxina encontrada em rãs venenosas
Internacional|Do Estadão Conteúdo
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A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, negou as alegações de autoridades europeias de que o líder da oposição ao governo russo, Alexei Navalny, morto há dois anos, foi envenenado. A informação foi divulgada pela TASS, agência de notícias estatal russa.
Neste sábado (14), representantes dos ministérios das Relações Exteriores do Reino Unido, França, Alemanha, Suécia e Holanda fizeram manifestação conjunta afirmando que a análise de amostras do sangue de Navalny “confirmou conclusivamente a presença de epibatidina”, toxina encontrada em rãs venenosas na América do Sul.
Quem era Alexei Navalny
Navalny ficou conhecido por expor supostos esquemas de corrupção envolvendo autoridades e se tornou símbolo de manifestações contra o governo russo. Ele morreu no dia 16 de fevereiro de 2024.
Com formação em direito e estudos na área de finanças, Alexei participou de um programa voltado à formação de lideranças na Universidade de Yale, nos Estados Unidos. Em 2011, criou a Fundação Anticorrupção, que expôs relatórios e vídeos que repercutiram internacionalmente.
Em 2013, chegou a disputar a prefeitura de Moscou, alcançando cerca de 27% dos votos. Cinco anos depois, foi barrado da eleição presidencial por condenações de corrupção. Para seus aliados, as acusações se trataram de perseguição política.
Antes da investigação dos países europeus, Navalny já havia sofrido um episódio de envenenamento, em 2020, durante uma viagem. Na ocasião, responsabilizou o serviço de segurança russo.
Após ser detido diversas vezes, foi transferido para uma colônia de segurança máxima no Ártico, onde morreu de mal súbito, segundo autoridades russas. Governos ocidentais, no entanto, contestam a versão.
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