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Possíveis destroços na costa da Austrália são "pista crível" de avião desaparecido

Internacional|Do R7

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Por Jane Wardell e Siva Govindasamy

SYDNEY/KUALA LUMPUR, 20 Mar (Reuters) - Aeronaves e navios abriram caminho em meio ao mau tempo nesta quinta-feira na busca por objetos flutuando em mares remotos na costa da Austrália que o governo da Malásia chamou de "pista crível" do avião desaparecido há quase duas semanas.

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Os grandes objetos, que autoridades australianas disseram ter sido avistados por satélite quatro dias atrás em uma das regiões mais remotas do globo, são o achado mais promissor em dias. As equipes de socorro percorrem uma área vasta para encontrar o avião, que tinha 239 pessoas a bordo.

Um navio mercante norueguês chegou ao local nesta quinta, mas as autoridades alertaram que pode levar dias para confirmar se os objetos eram parte do Boeing 777 da Malaysia Airlines. O governo malaio declarou que a busca continuará em outros locais, apesar da pista no sul do Oceano Índico.

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A área onde os objetos foram vistos está cerca de 2.500 km a sudoeste da cidade australiana de Perth, correspondendo aproximadamente à extremidade de uma rota ao sul que os investigadores calcularam que a aeronave pode ter seguido após ser desviada.

"Ontem eu disse que queríamos reduzir a área de busca. Agora temos uma pista crível", disse o ministro malaio dos Transportes, Hishammuddin Hussein, aos repórteres em Kuala Lumpur.

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Uma busca pelo avião, que começou nas águas tropicais na costa leste da Malásia, foi redirecionada para os oceanos imensos e gelados entre a Austrália, o sul da África e a Antártica.

Dois aviões AP-3C Orions da Força Aérea Real da Austrália, um P-8 Poseidon da Marinha dos EUA e um P-3K2 Orion da Força Aérea Real da Nova Zelândia participaram da busca desta quinta-feira, que foi cancelada no final da noite no horário local e será retomada na sexta-feira.

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Já surgiram várias pistas falsas e nenhum destroço confirmado do voo MH370 desde que ele desvaneceu das telas de controle aéreo na costa leste da Malásia em 8 de março, menos de uma hora depois de decolar de Kuala Lumpur rumo a Pequim.

Hishammuddin disse que a informação recebida da Austrália sobre os objetos foi "corroborada até certo ponto" por outros satélites, tornando-a mais plausível que pistas anteriores.

O maior dos objetos media até 24 metros, era longo e parecia estar flutuando na água a milhares de metros de profundidade, disseram autoridades australianas. O segundo objeto tinha cerca de cinco metros de comprimento. Setas nas imagens apontavam para dois objetos indistintos aparentemente ondulando na água.

"É crível o suficiente para desviar a busca para essa área, já que proporciona uma pista promissora do que podem ser destroços", disse o comodoro da Força Aérea Real da Austrália, John McGarry, em uma coletiva de imprensa em Camberra.

As imagens de satélite, fornecidas pela empresa norte-americana DigitalGlobe, foram feitas em 16 de março, o que significa que os possíveis destroços podem ter se afastado do local original a esta altura.

As autoridades australianas disseram que uma aeronave lançou na área uma série de balizas flutuantes, que fornecerão informações sobre correntezas para ajudar a calcular a última localização.

O capitão do primeiro AP-3C Orions da Força Aérea da Austrália a voltar da área de busca descreveu as condições de tempo como "extremamente ruins", com mares violentos e ventos fortes.

Um navio da Marinha Real da Austrália equipado para recuperar objetos também está a caminho.

O quebra-gelo chinês para pesquisa na Antártica Xuelong, ou Dragão de Gelo, partirá de Perth para pesquisar a área, afirmaram autoridades marítimas segundo a agência estatal chinesa de notícias Xinhua. Cerca de dois terços dos 227 passageiros do voo MH370 eram cidadãos chineses.

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