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Prejuízo causado por clima extremo aumenta para US$200 bi por ano na última década

Internacional|Do R7

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Por Nina Chestney

VARSÓVIA, 18 Nov (Reuters) - Perdas econômicas globais causadas por situações extremas no clima aumentaram para quase 200 bilhões de dólares por ano na última década, e parece certo que vão subir ainda mais já que a mudança climática está piorando, de acordo com um relatório do Banco Mundial divulgado nesta segunda-feira.

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Um painel de cientistas da ONU alertou que inundações, secas e tempestades provavelmente vão se tornar mais severas no próximo século, à medida que as emissões de gases do efeito estufa aquecem o clima do planeta.

"As perdas econômicas estão aumentando, de 50 bilhões de dólares a cada ano na década de 1980 para quase 200 bilhões de dólares na década passada, e cerca de três quartos dessas perdas são resultado de condições meteorológicas extremas", disse a vice-presidente do Banco Mundial para Desenvolvimento Sustentável, Rachel Kyte.

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"Embora não se possa relacionar uma só condição meteorológica com mudança climática, os cientistas vêm alertando que situações extremas no clima vão aumentar de intensidade se a mudança climática não for controlada", acrescentou.

A companhia de resseguros Munich Re estimou que as perdas totais de desastres foram de 3,8 trilhões de dólares de 1980 a 2012, e atribuiu 74 por cento delas a condições meteorológicas extremas.

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Mais de 3.900 pessoas morreram no tufão Haiyan que atingiu as Filipinas neste mês, uma das tempestades mais poderosas registradas até hoje.

O tufão atraiu a atenção para o impacto da mudança climática e coincidiu com o início das conversações sobre clima, que vão de 11 a 22 de novembro, em Varsóvia, Polônia, onde governos estão tentando traçar planos para reduzir seus efeitos.

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RISCO PARA EMERGENTES

Representantes de muitos países disseram que o tufão se encaixa nas tendências de condições meteorológicas extremas e era um exemplo para motivar a adoção de medidas em Varsóvia, ou seja, traçar o esboço de um acordo mundial em 2015 para entrar em vigor a partir de 2020.

Mas o painel de cientistas da ONU afirmou haver apenas "baixa convicção" de que as emissões humanas contribuíram para a intensidade dos ciclones --termo que abrange tufões e furacões-─ desde 1950.

Como parte das conversações, os governos estão discutindo mecanismos para ajudar países mais pobres a lidar com os danos e as perdas causados por mudanças climáticas.

Embora desastres relacionados com o tempo possam afetar todos os países, as mais graves perdas humanas e econômicas devem ocorrer em nações em rápido crescimento, como as da Ásia, que erguem suas economias em áreas vulneráveis a inundações, secas e temperaturas extremas, disse o Banco Mundial.

De acordo com o banco, a média do impacto de desastres nesses países equivaleu a 1 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2001 a 2006 ─- dez vezes maior do que a média para nações de renda elevada.

Para ajudar a evitar custos futuros inimagináveis, os governos deveriam se concentrar em tornar seus países mais prevenidos contra desastres, mesmo que isso possa requerer de início investimentos, acrescentou.

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