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Premiê britânica tenta recuperar autoridade acenando com proteção para trabalhador freelancer

Internacional|Do R7

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Por Costas Pitas e William James

LONDRES (Reuters) - A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, tentou recuperar o controle da agenda política britânica nesta terça-feira reafirmando seu compromisso de introduzir reformas sociais abrangentes no lançamento de um relatório sobre como proteger melhor os trabalhadores sem vínculo empregatício.

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May quer sinalizar que tudo continua igual para seu governo depois que uma aposta eleitoral mal calculada diminuiu sua autoridade e tirou do Partido Conservador a maioria parlamentar, fortalecendo o Partido Trabalhista, principal sigla da oposição.

A revisão sobre práticas empregatícias, que ela encomendou depois de assumir como premiê um ano atrás, é vista como uma tentativa de mostrar que sua promessa de ajudar os britânicos pobres que estão "praticamente só sobrevivendo" é mais do que somente um slogan.

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A análise, compilada pelo executivo-chefe da Sociedade Real das Artes, Matthew Taylor, diz que muitos dos britânicos que trabalham para empresas como o aplicativo de transporte Uber e o serviço de entrega de comida Deliveroo deveriam receber mais benefícios, como o salário mínimo.

May disse que seu governo irá levar em consideração as conclusões do relatório, mas não chegou a prometer implantá-lo na íntegra.

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"O que está claro no relatório de Matthew é que nossa reação à transformação do mundo do trabalho não pode ser tentar parar o relógio", disse a premiê. "Embora evitando uma regulação opressiva, iremos fazer com que as pessoas tenham os direitos e proteções de que precisam".

Ela também exortou seus rivais políticos a "contribuir, e não só criticar" seus planos – uma medida que reflete tanto sua necessidade de ajuda para aprovar as reformas no Parlamento quanto sua determinação de seguir adiante apesar das dúvidas a respeito de seu futuro como líder.

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ECONOMIA SOB DEMANDA

Cada vez mais pessoas estão trabalhando para aplicativos em setores de rápido crescimento, como serviços de entrega e táxi. Embora desejando a flexibilidade que tais trabalhos oferecem, alguns argumentam que são deixados sem as proteções que os empregos tradicionais oferecem.

Na Grã-Bretanha, os trabalhadores por conta própria não são protegidos pela legislação trabalhista, além da leis básicas de saúde e segurança e antidiscriminação.

Mas a revisão propõe renomear esses trabalhadores de "contratados dependentes", garantindo a muitos deles o direito de férias anuais, intervalos de descanso e salário mínimo.

As empresas teriam que provar que uma pessoa que trabalha relativa bastante é capaz de ganhar o salário mínimo nacional, de 7,50 libras ( 9,65 dólares) por hora para os trabalhadores com mais de 25 anos, com uma margem de erro de 20 por cento, de acordo com o relatório.

May espera que o relatório conquiste os eleitores da classe trabalhadora, mas a oposição trabalhista disse que ele fez pouco mais do que ressaltar o histórico conservador de "falhar com os trabalhadores".

"Se eles fossem sérios a respeito dos direitos dos trabalhadores, poderiam ficar à vontade para pegar emprestado o nosso manifesto trabalhista", disse Rebecca Long-Bailey, porta-voz de negócios do Partido Trabalhista.

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