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Premiê da Grécia enfrenta revolta no partido sobre acordo por resgate

Rebeldes no partido ficaram furiosos com a rendição grega às exigências alemãs para pacote

Internacional|Do R7

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Tsipras abandonou promessas de acabar com a austeridade
Tsipras abandonou promessas de acabar com a austeridade

O primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, enfrentava um impasse com rebeldes do seu próprio partido, furiosos com a rendição às exigências alemãs para um dos pacotes de austeridade mais abrangentes já exigidos de um governo da zona do euro.

Apenas horas depois de um acordo no qual a Grécia entregou grande parte da sua soberania a uma supervisão externa em troca de concordar com negociações sobre um resgate de 86 bilhões de euros, as dúvidas surgiam sobre se Tsipras seria capaz de manter seu governo unido.

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Os termos impostos pelos credores internacionais liderados pela Alemanha, em negociações que duraram a noite toda em uma cúpula de emergência, obrigaram Tsipras a abandonar as promessas de acabar com a austeridade.

Em vez disso, ele precisará aprovar uma legislação para cortar pensões e aumentar impostos, entre outras medidas. O premiê também deve separar 50 bilhões de euros em ativos do setor público para serem vendidos sob a supervisão de credores estrangeiros e ter todo esse pacote aprovado no Parlamento até quarta-feira.

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O próprio Tsipras, eleito para acabar com cinco anos de austeridade sufocante na Grécia, disse que havia "lutado uma dura batalha" e "evitado o plano de estrangulamento financeiro".

No entanto, para conseguir o acordo no Parlamento até o prazo de quarta-feira, ele terá que confiar em votos dos partidos da oposição, levantando grandes questões sobre o futuro de seu governo e abrindo a perspectiva de eleições antecipadas.

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Rebeldes de esquerda no partido governista, o Syriza, e seu parceiro de coalizão indicaram que não irão descumprir as promessas eleitorais que os levaram ao poder em janeiro.

"Não podemos concordar com isso", disse a jornalistas o líder do partido Gregos Independentes, Panos Kammenos, após reunião com Tsipras. "Em uma democracia parlamentarista, há regras e nós nos mantemos firmes a elas".

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Acordo condicional

Se a cúpula sobre o terceiro resgate à Grécia tivesse falhado, o país estaria diante de um abismo econômico com seus bancos à beira do colapso e da perspectiva de ter que imprimir uma moeda paralela e deixar a zona do euro.

"O acordo foi trabalhoso, mas foi concluído. Não há saída da Grécia (da zona do euro)", disse o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, após 17 horas de discussões.

Ele descartou sugestões de que Tsipras havia sido humilhado mesmo que o comunicado final da cúpula tenha insistido repetidamente que a Grécia terá que daqui em diante sujeitar grande parte de sua política pública à concordância prévia dos monitores do resgate.

Os ministros das Finanças da zona do euro disseram às autoridades para preparar opções por mecanismos de financiamento-ponte durante as conversas sobre um pacote de resgate e uma decisão é esperada para quarta-feira.

Atenas precisa cumprir um prazo rigoroso para realizar reformas não populares, como aumentos de impostos e cortes de gastos e de benefícios previdenciários.

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, afirmou que pode recomendar "com total confiança" que o Parlamento alemão autorize a abertura de negociações de empréstimo com Atenas assim que o Parlamento grego aprovar o programa completo e as primeiras leis.

Tsipras aceitou compromisso relativo a demandas lideradas pela Alemanha para o sequestro de ativos estatais gregos avaliados em 50 bilhões de euros --incluindo bancos recapitalizados-- em um fundo além do alcance do governo, a ser vendido principalmente para reduzir a dívida.

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Em um gesto para a Grécia, cerca de 12,5 bilhões de euros dos rendimentos irão para investimentos no país, disse Merkel.

O líder grego teve que desistir de sua oposição a um envolvimento pleno do Fundo Monetário Internacional (FMI) no próximo resgate, o que Merkel insistiu para conseguir o apoio parlamentar em Berlim.

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