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Premiê israelense pede à comunidade internacional que ameace Irã com "sanções militares"

Para Benjamin Netanyahu, medidas econômicas não bastam para conter as intenções nucleares de Teerã

Internacional|Do R7

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Técnico iraniano anda pela usina nuclear da cidade de Isfahan, a 410 km da capital Teerã
Técnico iraniano anda pela usina nuclear da cidade de Isfahan, a 410 km da capital Teerã

O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, pediu à comunidade internacional nesta quarta-feira (27) que ameace o Irã com "sanções militares", dizendo que as medidas econômicas não estão contendo as intenções nucleares de Teerã.

— Acredito que cabe à comunidade internacional intensificar as sanções e esclarecer que, se o Irã continuar seu programa, haverá sanções militares.

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Em um comunicado divulgado pelo gabinete do primeiro-ministro, após dois dias de negociações nucleares entre Teerã e as potências mundiais na cidade cazaque de Almaty, ele não especificou quais medidas militares prevê.

— Eu não acho que há qualquer outro meio que faça o Irã atender às demandas da comunidade internacional.

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Netanyahu afirma há tempos que somente uma ameaça militar crível, juntamente com duras sanções econômicas, pode dissuadir o Irã de adquirir o que Israel e o Ocidente acreditam ser uma capacidade para construir armas atômicas.

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O Irã diz que está enriquecendo urânio apenas para fins pacíficos.

Em Almaty, as primeiras negociações entre o Irã e seis potências mundiais em oito meses terminaram sem um avanço nesta quarta-feira. Eles concordaram em se reunir novamente com a presença de peritos em Istambul no próximo mês e retomar as negociações políticas no Cazaquistão, em 5 de abril.

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Israel, que se acredita ser a única potência nuclear do Oriente Médio, insinuou fortemente que poderá atacar o Irã caso a diplomacia e as sanções não interrompam seu programa nuclear.

Netanyahu, ao estabelecer uma "linha limite" nas Nações Unidas em setembro passado, disse que o Irã poderia até meados deste ano atingir o ponto onde terá enriquecido urânio o suficiente para avançar rapidamente para a construção de uma bomba atômica.

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