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Preocupada com EUA, China busca aproximação com a Índia

Internacional|Do R7

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Por Rajesh Kumar Singh e Frank Jack Daniel

NOVA DÉLHI, 22 Mai (Reuters) - Efusivo e sorridente, o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, saiu a campo nesta semana para buscar uma aproximação com a Índia e uma intensificação das relações comerciais entre as duas economias que crescem mais rápido na Ásia.

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"A China tornará realidade os sonhos de vocês", disse Li, em sua primeira viagem oficial ao exterior, durante banquete na terça-feira com empresários chineses e indianos em Mumbai, última parada da sua visita à Índia.

A iniciativa chinesa ocorre num momento de crescente preocupação em Pequim com a "guinada diplomática" dos EUA com relação ao leste da Ásia.

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Mas a reação indiana foi fria, por causa de um recente atrito fronteiriço com a China e da amizade de Pequim com o rival Paquistão, onde Li chega na quarta-feira. Outra preocupação de Nova Délhi é com o crescente déficit na relação comercial bilateral, e com a inundação de produtos chineses baratos, que prejudicam os industriais locais.

Embora a Índia tenha relações amistosas com os EUA e seja uma grande compradora das armas norte-americanas, os dois países não mantêm uma aliança estratégia.

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"Não gostaríamos de ver a Índia se tornar uma ferramenta de outros grandes países, especialmente os EUA, para contrabalançar, confrontar ou conter a China", disse Hu Shisheng, especialista em assuntos indianos do CICIR, entidade de estudos patrocinada pelo governo em Pequim.

"Queremos, no entanto, relações mais estreitas, para amparar a política equidistante de Nova Délhi. Não é realista esperar que a Índia seja mais próxima de um país do que do outro."

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Li, que viaja com executivos de 41 empresas chinesas, disse que os dois países, com economias em forte expansão, deveriam liberalizar o comércio bilateral e fazer mais negócios juntos, em vez de depender de terceiros para o desenvolvimento.

"Com uma longa fronteira e amplos interesses comuns, China e Índia não deveriam buscar cooperação de longe enquanto negligenciam o parceiro próximo", disse ele em discurso a empresários e diplomatas mais cedo na terça-feira.

Falante e tranquilo, Li repetidamente pegava o colega indiano Manmohan Singh pela mão, e contou que uma visita à Índia 27 anos atrás, quando ele era dirigente da Juventude Comunista, teve sobre ele a mesma influência que o subcontinente exerceu sobre Steve Jobs, o lendário cofundador da Apple.

Singh respondeu com sorrisos, mas mostrou-se firme na posição sobre a antiga disputa territorial entre os dois países. Ele disse que as relações não poderão melhorar se não houver paz na fronteira.

No passado, a Índia buscou dissociar a questão fronteiriça das relações como um todo. A diferença desta vez é que a visita de Li ocorre poucas semanas depois de soldados chineses instalarem um acampamento numa área reivindicada pela Índia.

O impasse, que só terminou em 3 de maio, após três semanas de negociações em alto escalão, causou indignação popular na Índia e ofuscou os preparativos para a visita de Li - situação que pode explicar a falta de acordos bilaterais significativos durante a passagem dele pela Índia.

(Reportagem adicional de Annie Banerji, Satarupa Bhattacharjya e Devidutta Tripathy, em Nova Délhi)

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