Internacional Presidente da Agência Judaica, ex-dissidente soviético Natan Sharansky é homenageado em São Paulo

Presidente da Agência Judaica, ex-dissidente soviético Natan Sharansky é homenageado em São Paulo

Como ativista na antiga União Soviética, ele ficou por quatro anos em confinamento solitário

Presidente da Agência Judaica, ex-dissidente soviético Natan Sharansky é homenageado em São Paulo

Sharansky foi libertado durante o governo de Gorbachev em 1986

Sharansky foi libertado durante o governo de Gorbachev em 1986

Eliana Assumpção/Divulgação/Conib

O atual presidente da Agência Judaica, Natan Sharansky, foi homenageado no último sábado (19), em São Paulo, na 47ª Convenção Nacional da Conib (Confederação Israelita do Brasil), em evento que contou com as presenças do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, do chanceler José Serra e dos ministros da Justiça, Alexandre de Moraes, e da Educação, Mendonça Filho.

Figura proeminente em Israel, Sharansky, é atualmente um símbolo da dissidência soviética e o primeiro preso político libertado no governo do presidente Mikhail Gorbachev, em 1986. Como ativista pelos direitos humanos na antiga União Soviética, ele foi colocado em confinamento solitário por quatro anos, em uma prisão da Sibéria, durante os quais fez greve de fome por 37 vezes.

Logo após a libertação, ocorrida por causa da pressão internacional, ele emigrou para Israel, onde passou a trabalhar pela libertação dos judeus soviéticos e a integração deles no Estado judeu. Entre outros cargos públicos em Israel, foi ministro de Assuntos da Diáspora (2003 a 2005). Desde 2009, Sharansky preside a Agência Judaica, que tem como função principal fomentar a continuidade da vida judaica em todo o mundo.

Sharansky e esposa, Avital, ao lado de Lottenberg (centro)

Sharansky e esposa, Avital, ao lado de Lottenberg (centro)

Eliana Assumpção/Divulgação/Conib

Em São Paulo, ele ficou impressionado com o relacionamento da Conib com altas autoridades federais e estaduais e com a confiança e força dos judeus brasileiros, que “andam de quipá (solidéu) nas ruas, ao contrário do que acontece em metrópoles como Paris e Istambul”.

Sharansky, que estava acompanhado de sua esposa, Avital (que também foi ativista) afirmou que russos, ucranianos e franceses formam hoje o principal grupo dos judeus que emigram para Israel. E que todos eles têm o Estado judeu como primeira opção de destino, o que, para ele, “mostra que nosso trabalho está no caminho certo”.

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O presidente da Conib, Fernando Lottenberg, lembrou que, quando militou no Conselho Juvenil da Federação Israelita do Estado de São Paulo, nas décadas de 1970 e 1980, Sharansky era sua grande inspiração: “Como Moisés, ele libertou seu povo da opressão”.

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