Presidente de Mianmar declara estado de exceção na região central do país
Internacional|Do R7
Bangcoc, 22 mar (EFE).- O presidente de Mianmar, Thein Sein, declarou nesta sexta-feira estado de exceção em partes da região central do país após a morte de pelo menos 20 pessoas por causa da violência sectária. Em um breve comunicado, divulgado pela televisão estatal, o presidente detalhou que as regiões mais afetadas são Meiktila, Wandwin, Mahlaing e Thazi. Os distúrbios sectários explodiram na última quarta-feira em Meiktila após uma discussão entre os donos muçulmanos de uma loja de ouro e clientes budistas, a qual gerou uma série de confrontos entre ambas as comunidades. Até o momento, cinco mesquitas foram incendiadas, além de uma madraçal, um escritório governamental, lojas de comércios e inúmeros veículos. O Governo tentou controlar a situação com a imposição de um toque de recolher, porém, os distúrbios continuaram intensos na quinta-feira. Por conta da violência, pelo menos umas 1,2 mil famílias muçulmanas abandonaram Meiktila hoje. As autoridades temem que os distúrbios avancem para outras partes do país, já que, no último ano, 163 pessoas morreram e mais de 100 mil acabaram em campos de refugiados devido aos violentos confrontos mantidos entre muçulmanos e budistas no estado de Rakhine. A maioria das pessoas amparadas em campos de refugiados em Rakhine pertence à etnia rohingya, muçulmanos de origem bengali que o Governo de Mianmar (antiga Birmânia) e o de Bangladesh não consideram cidadãos de seus respectivos países. EFE zm/fk (foto)











