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Presidente deposto do Egito irá a julgamento por incitar a violência

Internacional|Do R7

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CAIRO, 1 Set (Reuters) - O presidente deposto do Egito Mohamed Mursi será julgado sob a acusação de cometer e incitar a violência, decidiu o procurador Hesham Barakat no domingo, numa escalada da repressão das autoridades apoiadas pelo Exército sobre a sua Irmandade Muçulmana.

As acusações dizem respeito à violência do lado de fora do palácio presidencial em dezembro passado, depois de Mursi causar irritação em manifestantes, ao expandir seus poderes.

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Mursi também está sendo investigado sobre sua fuga da prisão durante a revolta de 2011 contra Hosni Mubarak. Ele é acusado de assassinato e conspiração com o grupo palestino Hamas durante a fuga da prisão, embora nenhuma acusação formal tenha sido efetuada nesse caso.

Mursi foi derrubado pelo Exército em 3 de julho, na sequência de protestos contra seu governo. Desde então, as autoridades montaram uma repressão feroz contra a Irmandade, com prisões de seus principais líderes.

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As forças de segurança também mataram centenas de apoiadores de Mursi durante protestos desde a sua queda.

Por sua vez, o governo acusa a Irmandade de atos de violência. Cerca de 100 membros das forças de segurança também foram mortos desde 14 de agosto, quando a polícia usou a força para acabar com acampamentos de protesto pró-Mursi no Cairo.

(Reportagem de Tom Perry)

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