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Presidente do Paraguai renuncia após escândalo bancário e ameaça de impeachment

Decisão visa ‘estabilidade do país’, afirmou Santiago Peña em discurso; líder estava sob pressão após colapso do Ueno Bank

Internacional|Do R7, com Reuters

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O presidente do Paraguai, Santiago Peña, renunciou após o colapso do Ueno Bank, afetando milhões de clientes.
  • Peña anunciou sua decisão em vídeo, citando a estabilidade do país e a preservação das instituições democráticas.
  • A renúncia ocorreu após pressão da oposição, que convocou um processo de impeachment, e protestos populares.
  • O vice-presidente Pedro Alliana assumirá a presidência, conforme a Constituição paraguaia.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Presidente do Paraguai, Santiago Peña, durante entrevista em 2024 César Olmedo/Reuters - 21.08.26

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciou nesta quinta-feira (5) sua renúncia ao cargo em meio a um escândalo motivado pelo colapso do Ueno Bank, instituição ligada a antigos sócios do chefe de Estado e que deixou milhões de clientes sem acesso às suas contas.

Peña fez o anúncio por meio de um vídeo nas redes sociais. “Faço isso tendo em mente a estabilidade do nosso país, a paz social e a necessidade de preservar nossas instituições democráticas”, afirmou ele.

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O vice-presidente Pedro Alliana deve assumir o cargo em seu lugar, segundo a Constituição do país.

O líder decidiu deixar o cargo depois que a oposição convocou uma sessão extraordinária para dar início a um processo de impeachment no Congresso. Ao mesmo tempo, manifestantes paraguaios exigiram sua renúncia.

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Aliados apoiaram impeachment

Na manhã desta quinta-feira (5), Peña perdeu o apoio de membros de sua própria legenda, o partido Colorado. O líder da sigla, Horacio Cartes, ex-presidente do país, disse que o partido não ficaria “ao lado do saque dos fundos públicos, privados e dos aposentados” e apoiaria o julgamento de Peña.

Os parlamentares acusaram o presidente de conflitos de interesse, uso indevido de fundos de previdência e encobrimentos institucionais ligados ao colapso do Ueno, que havia crescido rapidamente de uma empresa de fintech de nicho para um banco de médio porte administrando cerca de US$ 850 milhões em recursos públicos.

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“Meu maior desejo é que a devolução desses recursos seja garantida, que o fundo de garantia de depósitos cumpra sua finalidade e que os recursos públicos — assim como os recursos que pertencem a todos os paraguaios — sejam protegidos”, acrescentou Peña em seu discurso.

O banco central do Paraguai interveio no Ueno após determinar que o banco havia violado os requisitos mínimos de solvência, desencadeando uma crise que deixou os cerca de 3 milhões de clientes do banco — em um país com 6,5 milhões de habitantes — sem acesso às suas contas.

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O Ueno não se pronunciou publicamente sobre o assunto.

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