Internacional Presidente eleito do Irã cobra EUA, mas descarta ver Biden

Presidente eleito do Irã cobra EUA, mas descarta ver Biden

Ebrahim Raisi pediu que governo americano volte para acordo nuclear e defendeu fim das sanções impostas contra o país

Presidente eleito do Irã cobra EUA, mas descarta ver Biden

Presidente eleito do Irã cobra EUA, mas descarta ver Biden

Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS - 21.6.2021

O novo presidente eleito do Irã, Ebrahim Raisi, afirmou nesta segunda-feira (21) que não tem intenção de se encontrar com Joe Biden, mas cobrou que os Estados Unidos voltem "imediatamente" ao acordo nuclear rompido por Donald Trump.

Vitorioso nas eleições presidenciais da última sexta (18), Raisi concedeu uma coletiva de imprensa em Teerã, na presença de cerca de 180 jornalistas estrangeiros, e garantiu que seu governo vai manter a linha adotada pelo moderado Hassan Rohani.

"Minha mensagem aos EUA é a seguinte: voltem imediatamente ao acordo nuclear. Essa é a linha do governo atual e será a do próximo. Todas as sanções devem ser revogadas, e deve haver verificações sobre este processo. Vamos apoiar qualquer negociação que garanta nossos interesses nacionais, mas não vamos negociar por negociar", disse.

Questionado por um jornalista americano se se reuniria com Biden caso as sanções sejam retiradas ou para "resolver" os problemas entre os dois países, o presidente eleito respondeu, laconicamente: "Não".

Aos 60 anos de idade, Raisi é chefe do poder Judiciário iraniano e foi eleito com quase 62% dos votos, em uma vitória da "linha dura" do regime, que se fortalecera após a decisão de Trump de romper o acordo nuclear de 2015 e reintroduzir sanções econômicas.

O tratado foi costurado pelo moderado Rohani, mas sempre foi visto com desconfiança pela ala ultraconservadora e pelo guia supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, que tinha em Raisi seu candidato favorito.

Biden já deu sinais de que deseja retornar ao acordo, que está sendo renegociado em Viena com os outros signatários (Alemanha, China, França, Reino Unido e Rússia).

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