Pressão interna levou EUA a operação militar ‘de custo elevadíssimo’, diz especialista
Chefe do Centro Nacional de Contraterrorismo renunciou ao cargo e disse que Irã não representava uma ameaça
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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O chefe do Centro Nacional de Contraterrorismo dos Estados Unidos renunciou ao cargo nesta terça-feira (17). De acordo com sua declaração via redes sociais, ele “não poderia em sã consciência apoiar uma guerra em curso no Irã”, já que, segundo ele, o país não representava nenhuma ameaça iminente. Para Joe Kent, foi o governo norte-americano que iniciou o conflito armado por pressão de Israel.
“A gente tem observado uma série de conjuntos de objetivos domésticos que causaram este conflito armado, mas, de fato, todos os analistas de Oriente Médio têm dado manifestações do quanto essa foi uma ação muito precipitada dos Estados Unidos e de Israel [...]. Faz pelo menos 30 anos que existe esse discurso de que o Irã estaria desenvolvendo armamento atômico [...] Então, o que nos leva a crer é que os Estados Unidos estavam muito pressionados internamente”, explicou a doutoranda em ciência política Giovana Branco, em entrevista ao Conexão Record News.
Segundo a pesquisadora, essa pressão pode ter sido de lobby israelense, mas também oriunda dos problemas domésticos que a gestão republicana vêm enfrentando à frente da Casa Branca.
“Aqui eu vou colocar as manifestações políticas que aconteceram nos Estados Unidos muito recentemente por conta das políticas migratórias, inflação muito alta, desemprego e insatisfação social, e todos os escândalos políticos que vêm acompanhando o governo Trump desde o início do ano podem ter, sim, as causas desse conflito armado que cria uma cortina de fumaça, fazendo com que a população americana e também do resto do mundo prestem muito mais atenção nessa situação do que na política doméstica”, analisa.
Para Giovana Branco, essa pressão interna levou os Estados Unidos a uma operação de “custo elevadíssimo”. Ao que tudo indica, segundo a especialista, o país não deve atingir seus objetivos militares.
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