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Primeira-ministra britânica deve oferecer cargo por acordo do Brexit

Espera-se que May indique uma data para sua partida em uma reunião com parlamentares do Partido Conservador em Westminster

Internacional|Do R7

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Acordo de May passou por duas derrotas
Acordo de May passou por duas derrotas

A premiê britânica, Theresa May, pode indicar nesta quarta-feira (27) uma data para entregar o cargo como preço a pagar pela ratificação de seu acordo do Brexit após duas derrotas, ao passo que o Parlamento busca alternativas próprias a partir de uma lista de opções.

Enquanto a crise em torno do Brexit se encaminha para um desfecho após três anos, ainda é incerto como, quando e até mesmo se o Reino Unido deixará a União Europeia, embora May espere levar seu acordo de volta ao Parlamento nesta semana.

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Com a política britânica fervendo, os parlamentares ampliaram seu poder para terem direito aos chamados votos indicativos sobre o Brexit, com uma gama de opções mais próximas a um alinhamento favorável à UE após a separação do que à saída sem acordo ou à revogação das regulamentações.

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A apenas dois dias da data original em que o Reino Unido deveria se separar do bloco, em 29 de março, alguns dos defensores mais influentes do Brexit, como Jacob Rees-Mogg, têm agora, relutantemente, apoiador o acordo de May.

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O preço para May pode ser seu cargo.

Espera-se que ela indique uma data para sua partida em uma reunião com parlamentares do Partido Conservador em Westminster por volta das 14h (horário de Brasília).

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Antes disso, os parlamentares iniciaram um debate sobre qual tipo de separação a quinta maior economia do mundo deve seguir. Eles irão votar, às 16h, no máximo possível de propostas. Os resultados serão anunciados após às 18h.

"A primeira-ministra pode, afinal, conseguir um acordo nesta quinta ou sexta-feira", disse Oliver Letwin, um ex-ministro do gabinete conservador que liderou a extensão dos direitos do Parlamento. "Se ela conseguir, ninguém ficará mais feliz do que eu."

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"Se, por outro lado, isso não acontecer e for necessário avançarmos na segunda-feira, e caso uma ou mais propostas atinjam a maioria do apoio da Casa dos Comuns na segunda-feira, então precisaremos trabalhar com o governo para que ele as implemente."

A incerteza em torno do Brexit, o movimento político e econômico mais significativo do Reino Unido desde a Segunda Guerra Mundial, deixou aliados e investidores apavorados.

Adversários temem que o Brexit irá dividir o Ocidente ao lidar tanto com o governo pouco convencional de Donald Trump e as crescentes políticas assertivas da Rússia e da China.

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