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‘Primeira vítima é a verdade’, diz especialista sobre guerra no Oriente Médio

Salvador Raza aponta perspectiva de escalada horizontal do conflito e dificuldade de identificar objetivos norte-americanos

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Donald Trump ameaçou ampliar ataques à infraestrutura civil do Irã, visando usinas elétricas.
  • Em resposta, o Irã bombardeou uma estação de tratamento de água no Kuwait e anunciou novos ataques.
  • Salvador Raza, especialista em segurança, aponta que o Irã provavelmente não cederá às demandas dos EUA.
  • O analista destaca a dificuldade em identificar os objetivos militares dos EUA e alerta para a manipulação da verdade durante a guerra.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Após bombardear a maior ponte do Irã nesta quinta-feira (2), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou ampliar os ataques contra a infraestrutura civil do país persa e disse que as usinas elétricas serão os próximos alvos. Em resposta à ofensiva norte-americana, o Irã lançou um bombardeio contra uma estação de tratamento de água no Kuwait e anunciou novos ataques.

O comprometimento de instalações de transporte, energia e água — vitais para as populações do Irã e dos países vizinhos do golfo Pérsico — pode levar ao agravamento da guerra e a danos duradouros à economia mundial. Em entrevista ao Conexão Record News, o analista de segurança internacional Salvador Raza diz que é improvável que o Irã ceda ao prazo dos Estados Unidos para um acordo.


Explosão em ponte no Irã
Ataque a instalações de transporte, energia e água arriscam agravamento da guerra Reprodução/Record News

“Existe essa expectativa de que, caso o Irã não ceda, e tudo indica que ele não deve ceder, os Estados Unidos façam o que a gente chama de escala horizontal”, explica. O que aumenta, neste caso, não é o grau de violência, mas o número de ações e alvos, inclusive civis.

Raza destaca preocupações sob uma perspectiva legal deste cenário, em que se tem “dificuldade de identificar exatamente o que os americanos estão buscando do ponto de vista militar”.


Segundo ele, circulam muitas informações imperfeitas, contraditórias ou mesmo falaciosas. “Quando começa a guerra, a primeira vítima é a verdade. A gente tem que ter muito cuidado na interpretação de fatos”, alerta.

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