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Primeiro-ministro iraquiano culpa 'ódio religioso' por violência no país

Internacional|Do R7

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O primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, declarou nesta quinta-feira que a onda de violência que atinge o país é o resultado do "ódio religioso", após vários ataques na quarta-feira que deixaram 34 mortos e 80 feridos.

"O banho de sangue é o resultado do ódio religioso, e esses crimes são o resultado de uma mentalidade sectária", afirmou.

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Na quarta-feira, atentados em sete diferentes bairros de Bagdá, em sua maioria xiitas, deixaram 34 mortos. Outros ataques em Kirkuk e Mosul, no norte do país, e em Tarmiya, 45 km ao norte de Bagdá, também fizeram feridos.

A tensão tem aumentando entre o governo de Nuri al-Maliki, um xiita, e a minoria sunita do país, que acusa as autoridades de hostilizar sua comunidade com prisões injustificadas sob falsas acusações de que seus membros estão envolvidos em "atividades terroristas".

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Nas regiões de maioria sunita um movimento de contestação eclodiu há cinco meses.

O governo fez algumas concessões com libertação de prisioneiros e aumentou os salários dos combatentes sunitas que lutam contra a Al-Qaeda, mas o problema não foi resolvido.

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Embora a violência no Iraque tenha diminuído em relação aos anos de 2006 e 2007, os ataques ainda são numerosos e quase cotidianos. Mais de 200 pessoas morrem a cada mês.

mah-wd/sw/hj/pa/pc/mr

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