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Primeiro-ministro italiano promete pacto sobre reformas para janeiro

Internacional|Do R7

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ROMA, 23 Dez (Reuters) - O primeiro-ministro da Itália, Enrico Letta, prometeu nesta segunda-feira incluir no novo pacto da coalizão de governo, que será detalhado em janeiro, uma reforma na muito criticada lei eleitoral do país, cortes na burocracia e nos impostos.

Letta, 47 anos, disse que 2014 seria um ano no qual uma nova geração de líderes seria capaz de iniciar as reformas para tirar a Itália de duas décadas de estagnação.

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"Eu tenho sido parte dessa mudança e eu sinto todo o peso da responsabilidade. Essa geração terá a oportunidade de mudar a Itália, e eu estou convencido que podemos fazer."

Ele rebateu as sugestões de que a sua autoridade poderia ser minada por causa da eleição de Matteo Renzi como líder do seu partido de centro-esquerda, o Partido Democrático (PD), dizendo que a chegada de Renzi, de 38 anos, era parte de uma mudança geracional "sem precedentes" na política italiana.

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"Essa nova geração vai jogar em equipe de uma maneira diferente", afirmou.

Os comentários de Letta se deram um pouco antes de sessão no Senado em que a Casa deve completar a aprovação parlamentar do Orçamento de 2014.

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Letta declarou que um novo pacto do seu governo de coalizão, a ser detalhado em janeiro, iria lidar com uma série de temas, como o corte de impostos que impedem as empresas de contratar e a flexibilização de leis para facilitar que filhos de imigrantes obtenham a cidadania italiana.

Uma reforma da atual lei eleitoral e de um sistema parlamentar que torna difícil para qualquer partido obter maioria ocorreria antes das eleições para o Parlamento Europeu em maio, disse ele.

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A coalizão de Letta, que envolve o PD e um pequeno grupo de centro-direita, tem prometido avançar com as reformas para estimular o crescimento em 2014. O governo tem se dito mais coeso desde a saída de Silvio Berlusconi da coalizão no mês passado.

No entanto, dados divulgados nesta segunda-feira destacam uma queda na confiança do consumidor em dezembro e lembram a grave crise que a Itália enfrenta.

A eleição de Renzi, o prefeito de Florença, que não tem feito segredo da sua ambição de se tornar primeiro-ministro, acrescentou mais um elemento de incerteza na situação do país.

Renzi tem pressionado o governo para agir de forma mais rápida, indicando uma fase delicada de negociações nas próximas semanas sobre o pacto formal da coalizão de governo.

A reforma nas leis sobre cidadania italiana, que sofre forte oposição da centro-direita, vai ser um tema complicado, mas Letta disse que uma mudança seria interpretada como um importante sinal.

(Reportagem de James Mackenzie e Steve Scherer)

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