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Primeiro-ministro turco é acusado de financiar Al Qaeda na Síria

Líder do Partido Republicano do Povo afirma que Erdogan é alinhado do Catar e da Arábia Saudita

Internacional|Do R7

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Manifestantes turcos queimam bandeira nacional durante protesto contra a política do governo da Turquia em relação a Síria
Manifestantes turcos queimam bandeira nacional durante protesto contra a política do governo da Turquia em relação a Síria

A maior formação opositora turca, o laico Partido Republicano do Povo (CHP, sigla em turco), elevou nesta terça-feira (14) o tom de suas críticas à política de Ancara com relação à Síria ao acusar o primeiro-ministro, Recep Tayyip Erdogan, de financiar a Al Qaeda no país vizinho.

— O senhor está reforçando a Al Qaeda na Turquia, está dando armas a eles e mandando-os à Síria.


O líder opositor, Kemal Kilicdaroglu, acusou Erdogan e o ministro das Relações Exteriores, Ahmet Davutoglu, de alinhar-se com Catar e Arábia Saudita em seu apoio direto com armas e dinheiro aos rebeldes sírios, incluindo radicais islâmicos, que lutam contra o regime de Bashar al-Assad.

Kilicdaroglu deu essas declarações após visitar a cidade turca de Reyhanli, fronteiriça com a Síria, onde um duplo atentado com carro-bomba matou 51 pessoas no último sábado (11). O líder opositor acusou Erdogan de colocar em risco a segurança da Turquia ao envolver-se de forma direta no conflito do país vizinho e não garantir controle adequado nas fronteiras.


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— Não há nenhuma fronteira. Abrimos nossos braços a grupos terroristas extremistas [...] Erdogan ofereceu a esses grupos um espaço, lhes deu armas e treinamento para depois enviá-los à Síria para matar seus próprios irmãos e irmãs. Erdogan também é responsável pelas crianças e mulheres assassinadas na Síria.

As autoridades turcas acusaram Damasco e seus serviços secretos de estarem por trás do atentado do último sábado, o que o regime sírio negou. O deputado do CHP Refik Erylmaz, que também se deslocou a Reyhanli, explicou ontem à Agência Efe que os cidadãos turcos nessa cidade estão "aterrorizados" pela presença de elementos armados da oposição síria sem que a polícia turca intervenha.


Erdogan, que não comentou as acusações do líder da oposição, deve reunir-se na quinta-feira (16) em Washington com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para tratar da situação na Síria. 

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