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Principais partidos do Mali prometem aceitar resultado eleitoral

Internacional|Do R7

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DACAR, 16 Jul (Reuters) - Os principais partidos do Mali prometeram nesta terça-feira aceitar os resultados da eleição presidencial deste mês, apesar dos esperados problemas técnicos em um país recém-saído de um conflito.

Políticos e entidades internacionais temem que o material eleitoral não seja adequadamente distribuído a tempo para a eleição de 28 de julho, que servirá para fechar um ciclo político que incluiu um golpe militar em março de 2012 e a posterior captura do norte do país por militantes islâmicos.

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As forças francesas intervieram de forma dramática em janeiro para quebrar o domínio de grupos islâmicos ligados à Al Qaeda no deserto do norte do Mali.

Agora, a França pressiona para que a eleição ocorra neste mês, enquanto pretende encerrar a sua presença militar, apesar de críticos alertarem que uma votação fracassada poderia levar a um conflito futuro.

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"Estamos todos comprometidos em aceitar os resultados", disse Tiemoko Sangare, da Aliança pela Democracia no Mali (Adema), cujo candidato Dramane Dembele é um dos principais concorrentes no pleito. O líder da Adema é o presidente interino do Mali, Doncounda Traoré.

"Todos estão cientes de que há deficiências, mas ao mesmo tempo todos dizem que é importante realizarmos essas eleições assim que possível", disse Sangare.

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No que é visto como uma corrida aberta, 28 candidatos estão disputando a Presidência. Um segundo turno acontecerá em 11 de agosto se ninguém conseguir uma maioria absoluta no primeiro turno.

Com pouco menos de duas semanas para a eleição, os funcionários do Ministério do Interior disseram que 68 por cento dos 6,8 milhões de eleitores registrados do Mali receberam seus títulos eleitorais.

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No entanto, essa taxa cai para apenas 20 por cento na província de Kidal, no norte. O governo civil só voltou a essa área na semana passada, depois que um acordo de cessar-fogo foi acertado em junho com os rebeldes tuaregues que capturaram a região remota do deserto, quando os islâmicos fugiram.

(Reportagem de Tiemoko Diallo)

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