Internacional Protestos após golpe militar no Sudão deixam 13 mortos

Protestos após golpe militar no Sudão deixam 13 mortos

Manifestações tomaram conta do país no dia em que militares derrubaram Omar al-Bashid, que era o presidente do Sudão há mais de trinta anos

Protestos após golpe militar no Sudão deixam 13 mortos

Protestos após o golpe no Sudão
 foram reprimidos

Protestos após o golpe no Sudão foram reprimidos

Str / EFE / 11.4.2019

Ao menos 13 pessoas morreram em protestos realizados em vários pontos do Sudão nesta quinta-feira (11), coincidindo com o golpe de Estado promovido pelos militares contra o presidente do país, Omar al Bashir, que estava há 30 anos no poder.

O Comitê Central de Médicos, sindicato de oposição a Al Bashir, anunciou que 13 pessoas morreram após "disparos das forças do regime", sem explicar quem abriu fogo contra os manifestantes.

Duas pessoas morreram no protesto que começou no sábado nos arredores da sede do comando do exército do Sudão em Cartum, capital do país, onde milhares de pessoas seguem reunidas apesar da entrada em vigor de um toque de recolher a partir das 22h.

Estado de emergência e toque de recolher

As Forças Armadas do Sudão anunciaram hoje que haviam deposto Al Bashir do cargo. Além disso, foram decretados um estado de emergência por três meses e o toque de recolher noturno.

A maior parte das mortes ocorreu na região de Dafur, no oeste do Sudão, que também vinha registrando protestos contra Al Bashir.

O ex-presidente sudanês é acusado pelo Tribunal Penal Internacional de cometer crimes de guerra e contra humanidade dentro do conflito armado na região.

O sindicato dos médicos destacou que 35 pessoas morreram desde o dia 6 de abril, quando teve início a ocupação dos arredores do quartel-general do exército para pedir apoio dos militares contra o então presidente do país.

No entanto, parte da oposição e dos opositores criticou o movimento dos militares, que afastaram Al Bashir do poder após 30 anos, mas governarão o Sudão por meio de um conselho militar nos próximos dois anos.