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Protestos e aglomerações nas ruas marcam feriado na Itália

A comemoração da Festa da República na Itália, data que marca o fim da monarquia no país, foi marcada por protestos contra o atual governo

Internacional|Da EFE

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Itália tem protestos, apesar da proibição de aglomerações por conta da pandemia
Itália tem protestos, apesar da proibição de aglomerações por conta da pandemia

A comemoração da Festa da República na Itália nesta terça-feira (2), data que marca o fim da monarquia no país, foi marcada por protestos contra o atual governo, apesar da proibição de aglomerações por conta da pandemia da covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus.

Partidos de extrema-direita e os "coletes laranjas", inspirados nos "coletes amarelos" da França, ganharam as ruas de diversas partes do território, gritando palavras de ordem contra o primeiro-ministro Giuseppe Conte.


O partido de extrema-direita Liga, liderado pelo ex-ministro do Interior, Matteo Salvini, e os parceiros de coligação, o ultranacionalista Irmãos da Itália (FDI) e o conservador Força Itália, participaram hoje na capital Roma de uma espécie de 'flashmob'.

O ato contou com a presença de centenas de pessoas que não respeitavam a distância mínima de segurança, exigida pelo governo para evitar contágios do novo coronavírus, enquanto o país tenta controlar a pandemia.


Nos últimos dias, Meloni havia indicado que o ato respeitaria os protocolos de segurança, mas a realidade foi bem diferente. Além da multidão e da impossibilidade de manter distância, foram frequentes as fotos, principalmente de Salvini com os eleitores, sem máscaras ou luvas.

Protestos

Salvini e a líder do FDI, Giorgia Meloni, utilizavam máscaras com a bandeira italiana. Já Antonio Tajani, vice-presidente do Força Itália, utilizava uma da cor preta. Eles iniciaram a caminhada na Piazza del Popolo, enquanto centenas de pessoas carregavam atrás deles uma grande bandeira da Itália.


Já os "coletes laranjas", um movimento surgido recentemente na Itália e que nega a existência da covid-19, também realizou seu ato em Roma, liderado por Antonio Pappalardo.

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O ex-policial, de 73 anos de idade, considera, entre outras coisas, que o novo coronavírus é "uma farsa para controlar o povo" e defende a saída da Itália da União Europeia, o retorno da lira como moeda oficial, o eliminação do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) e a eleição de um novo governo no país.


Os protestos acontecem no dia em que o presidente da República, Sergio Mattarella, pediu a unidade das forças políticas para deixar de lado o confronto e superar em conjunto o impacto econômico da crise do coronavírus.

De acordo com o boletim mais recente divulgado na Itália, na segunda-feira (1º), 233.197 pessoas foram infectadas e 33.475 morreram por Covid-19 desde o início da pandemia no país, no dia 21 de fevereiro.

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