Rússia x Ucrânia

Internacional Putin afirma que ofensiva 'séria' na Ucrânia ainda não começou

Putin afirma que ofensiva 'séria' na Ucrânia ainda não começou

Presidente russo também desafiou as potências ocidentais que apoiam Kiev a tentar derrotar a Rússia 'no campo de batalha'

AFP

Resumindo a Notícia

  • Putin se manifestou contra suposto 'liberalismo totalitário' que ocidentais querem impor
  • Presidente russo disse que não se recusa a realizar negociações de paz, mas acordo será difícil
  • Ele ainda afirmou que intervenção russa marca início de virada para 'mundo multipolar'
Vladimir Putin está determinado a continuar a guerra na Ucrânia

Vladimir Putin está determinado a continuar a guerra na Ucrânia

Alexander Zemlianichenko/AFP – 30.6.2022

O presidente russo Vladimir Putin advertiu nesta quinta-feira (7) que a ofensiva militar da Rússia contra a Ucrânia ainda não começou "a sério" e desafiou as potências ocidentais que apoiam Kiev a tentar derrotar a Rússia "no campo de batalha".

Em um de seus discursos mais fortes desde o envio de tropas para a Ucrânia em 24 de fevereiro, Putin também se manifestou contra o "liberalismo totalitário" que, segundo ele, os países ocidentais querem impor ao mundo.

"Todos devem saber que ainda não começamos seriamente" a operação militar, disse Putin em uma reunião televisionada com legisladores.

"Ao mesmo tempo, não nos recusamos a realizar negociações de paz, mas aqueles que se recusam devem saber que será mais difícil para eles chegar a um acordo conosco" mais tarde, acrescentou.

"Atualmente ouvimos que [os ocidentais] querem nos derrotar em um campo de batalha", disse ele, desafiadoramente. "O que dizer a eles? Deixe-os tentar!", declarou, acusando "todo o Ocidente" de ter desencadeado uma "guerra" na Ucrânia.

Segundo Putin, a intervenção da Rússia naquele país marca o início de uma virada para um "mundo multipolar".

"Esse processo não pode ser interrompido", disse ele.

O presidente insistiu que a maioria dos países não quer seguir o modelo ocidental de "liberalismo totalitário" ou políticas "hipócritas de padrões duplos".

"Na maioria dos países, as pessoas não querem essa vida ou esse futuro", enfatizou. As pessoas "estão cansadas de se ajoelhar, humilhando-se para aqueles que se consideram excepcionais", disse.

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