Internacional Putin classifica como 'terrorismo internacional' vazamentos em gasodutos Nord Stream

Putin classifica como 'terrorismo internacional' vazamentos em gasodutos Nord Stream

Colunas de gás foram identificadas no mar Báltico durante a semana, em um incidente repleto de trocas de acusações

AFP

Resumindo a Notícia

  • O presidente da Rússia classificou como 'terrorismo internacional' os vazamentos em gasodutos
  • A afirmação de Putin foi feita em conversa com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan
  • Enquanto o Ocidente acusa a Rússia dos vazamentos, os russos apontam os EUA como culpados
Vazamento de gás pode ser visto do céu no Mar Báltico

Vazamento de gás pode ser visto do céu no Mar Báltico

Handout/Danish Defence/AFP - 27.9.2022

O presidente russo, Vladimir Putin, denunciou nesta quinta-feira (29) ao colega turco, Recep Tayyip Erdogan, os supostos ataques contra os gasodutos Nord Stream 1 e 2 no mar Báltico, que, segundo o líder russo, são "um ato de terrorismo internacional".

Durante uma conversa por telefone com Erdogan, Putin "deu seu ponto de vista sobre esse ato de sabotagem sem precedentes, na verdade, um ato de terrorismo internacional, contra o Nord Stream 1 e o Nord Stream 2", indicou o Kremlin em um comunicado.

Nesta quinta-feira pela manhã, um quarto vazamento no mar Báltico foi registrado, no gasoduto Nord Stream 2, após a descoberta de outros três no início da semana, detectados depois de duas supostas explosões.

Os vazamentos provocaram o surgimento de colunas de gás subaquáticas de várias centenas de metros de largura, o que impossibilitou a inspeção imediata das estruturas.

Moscou, alvo de suspeitas dos países ocidentais pela suposta sabotagem, defendeu-se apontando o dedo para os Estados Unidos, que também rejeitaram qualquer responsabilidade no caso.

A Rússia abriu uma investigação de "terrorismo internacional" sobre os vazamentos e disse que eles provocaram "um dano econômico significativo" para o país.

Os vazamentos coincidem com momentos de tensão entre os russos e os países europeus. Estes acusam Moscou de usar suas enormes reservas de energia como arma para pressionar a União Europeia, que, por sua vez, impôs sanções contra a Rússia em resposta à ofensiva na Ucrânia.

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