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Quais sanções já foram impostas a Maduro e seu governo?

Entenda todas as medidas impostas pelos EUA e as consequências para a economia do país

Internacional|CNN Internacional

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Governo dos EUA impôs sanções setoriais e individuais à Venezuela, que podem ser ampliadas após o Cartel de los Soles ser designado como organização terrorista.
  • As sanções visam punir Maduro e seu círculo próximo, além de restringir transações com a estatal de petróleo PDVSA.
  • Em resposta, Maduro e seu governo criticam as sanções, alegando que são tentativas de mudança de regime e negando vínculos com o narcotráfico.
  • Novas sanções foram aplicadas a funcionários do governo venezuelano e a recompensa por informações sobre Maduro foi elevada para US$ 50 milhões.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Nicolás Maduro, atual presidente da Venezuela, foi considerado como líder do Cartel de los Soles Marcelo Camargo/Agência Brasil - 29/05/2023

O governo dos EUA mantém uma série de sanções setoriais e individuais sobre a Venezuela, mas estas poderiam ser ampliadas com mais medidas contra os ativos e a infraestrutura do presidente Nicolás Maduro, após a designação do Cartel de los Soles como organização terrorista estrangeira.

As sanções são medidas do Departamento do Tesouro dos EUA como uma ferramenta de política externa e segurança nacional. O governo da Venezuela rejeitou reiteradamente essas decisões e as considerou uma “chantagem”.

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No caso do chamado Cartel de los Soles, Caracas assegura que é “uma invenção” das autoridades norte-americanas e acusa Washington de buscar uma mudança de regime no país sul-americano.

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Os países com medidas mais restritivas são considerados dentro das sanções gerais ou seletivas, que são geográficas e de amplo alcance e proíbem qualquer importação, exportação, financiamento ou transação, por isso costuma-se dizer que se aplica um embargo. Sob essa figura estão atualmente países como Cuba, Coreia do Norte ou Irã.

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Por outro lado, os países aos quais se aplicam medidas contra setores pontuais, como é o caso da Venezuela, entram na categoria de sanções específicas ou seletivas, com o objetivo de minimizar o impacto em áreas não relacionadas ao setor que o Departamento do Tesouro pune.

Além disso, Washington também aplicou sanções a dezenas de indivíduos e empresas da Venezuela.

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Maduro foi sancionado em 2017 e os cidadãos norte-americanos foram proibidos de fazer negócios com ele, após as eleições para a Assembleia Constituinte que, segundo denunciou o Tesouro, aspirava “ilegitimamente usurpar o papel constitucional da Assembleia Nacional eleita democraticamente”.

Em resposta, Maduro disse naquela época: “Por que sou sancionado? Porque sou capaz de dizer as verdades das perseguições contra os povos mexicano e latino-americanos por parte do governo de Donald Trump: deportação, expulsão, abuso e tortura de milhares de latino-americanos”.

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Posteriormente, o Tesouro emitiu sanções contra a esposa de Maduro, Cilia Flores, e outros membros de seu círculo próximo, em uma tentativa de enfraquecer seu controle sobre o poder.

Em agosto de 2017, o governo norte-americano do então presidente Donald Trump impôs sanções setoriais que proibiam os bancos dos EUA de comprar títulos do governo venezuelano e de sua empresa estatal de petróleo PDVSA (Petróleos de Venezuela S.A.).

A ordem também limitava as transações com títulos existentes de propriedade do setor público venezuelano.

Em janeiro de 2019, quando Washington reconheceu Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela, o governo de Trump anunciou sanções contra a PDVSA, pelas quais qualquer compra de petróleo venezuelano por parte de entidades dos EUA faria com que todo o dinheiro fosse depositado em contas bloqueadas.

Embora em 2023 o Departamento do Tesouro tenha suspendido algumas sanções petrolíferas em meio a negociações entre Maduro e a oposição, foram reinstauradas diante do fracasso dos acordos.

No entanto, manteve-se em vigor a licença 41, concedida em novembro de 2022, que permite à Chevron exportar petróleo venezuelano graças a uma parceria que mantém com a PDVSA.

O governo de Trump também usou essa licença como pressão. Em março, a Casa Branca pôs fim à permissão e deu 30 dias para cessar suas atividades, mas semanas depois anunciou uma extensão. Em julho, em meio a uma troca de prisioneiros entre ambos os países, Maduro confirmou que a empresa recebeu uma licença para continuar operando.

Trump também disse em março que irá impor tarifas de 25% a qualquer país que compre petróleo da Venezuela. Em resposta, Maduro disse que seu governo derrotará as sanções internacionais impostas ao país com “trabalho, criação, inventividade, amor e patriotismo”.

Após as eleições presidenciais de 2024, Washington tentou pressionar Maduro para que aceitasse os resultados reivindicados pela oposição, depois que o Conselho Nacional Eleitoral proclamou o mandatário vencedor sem dar detalhes da votação.

Em setembro desse ano aplicou sanções a 16 funcionários “alinhados com Maduro que minaram o processo eleitoral na Venezuela, e são responsáveis por atos de repressão”.

Dois meses mais tarde, o governo dos EUA anunciou novas sanções individuais contra oficiais militares da Guarda Nacional da Venezuela, a Polícia Bolivariana e outros ramos do aparelho de segurança.

Dias depois, no final de novembro, Maduro promulgou uma lei que estabelece punições para os venezuelanos que apoiem sanções do exterior contra o governo, uma legislação que gerou críticas com o argumento de que é contrária a direitos como o de associação com fins políticos.

Em janeiro, o então presidente Joe Biden elevou para US$ 25 milhões (R$ 135 milhões) a recompensa pela captura de Maduro, que foi fixada inicialmente em US$ 15 milhões (R$ 81 milhões) durante o primeiro mandato de Trump.

Biden também aumentou os valores para a detenção do ministro do Interior, Justiça e Paz, Diosdado Cabello Rondón, e do ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, e aplicou novas restrições de visto para funcionários alinhados com Maduro e sanções individuais a oito funcionários.

Naquele momento, o Departamento de Estado relatou que havia imposto restrições de visto a cerca de 2.000 indivíduos alinhados com Maduro e sanções a 187 funcionários ou ex-funcionários do Governo da Venezuela, bem como a mais de 100 entidades do país.

O governo de Trump anunciou em agosto deste ano que duplicaria para US$ 50 milhões (R$ 270 milhões, cotação atual) a recompensa por informações que levem à prisão de Maduro, a quem acusou de ser “um dos maiores narcotraficantes do mundo e uma ameaça à nossa segurança nacional”.

O chanceler da Venezuela, Yván Gil, qualificou a duplicação da recompensa como “a cortina de fumaça mais ridícula que já vimos”.

A recente designação do Cartel de los Soles como organização terrorista estrangeira permite impor novas sanções, embora especialistas legais apontem que não autoriza explicitamente o uso da força letal.

Maduro negou em reiteradas oportunidades ter vínculos com o narcotráfico e seu governo nega também a existência do cartel.

“A República Bolivariana da Venezuela rejeita de maneira categórica, firme e absoluta a nova e ridícula farsa do secretário do Departamento de Estado dos Estados Unidos da América, Marco Rubio”, disse nesta segunda-feira (24) o governo da Venezuela, que insistiu que Washington busca uma mudança de regime.

“Esta nova manobra seguirá a sorte das agressões anteriores e recorrentes contra nosso país: fracassar”, acrescentou o comunicado.

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