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Quem é Ali Larijani, chefe do Conselho de Segurança iraniano que teria sido morto por Israel

Apesar de o ministro de Defesa israelense confirmar o óbito, Teerã ainda não se pronunciou

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Israel confirmou a morte de Ali Larijani, chefe do Conselho de Segurança do Irã, durante bombardeios.
  • Teerã ainda não se pronunciou sobre a confirmação do óbito.
  • Larijani era uma figura influente na alta cúpula iraniana e próximo ao aiatolá Ali Khamenei.
  • A eliminação de líderes pode levar a uma radicalização no comando militar do Irã, segundo especialistas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O Ministério da Defesa israelense anunciou que forças do país teriam abatido o chefe do Conselho de Segurança do Irã, Ali Larijani, durante um bombardeio na madrugada desta terça-feira (17).

Larijani havia ameaçado Donald Trump na última semana, quando afirmou que o presidente dos Estados Unidos tinha que ter cuidado para não ser eliminado. A informação sobre a morte do iraniano não foi confirmada por Teerã.

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A imagem mostra uma Ali Larajani sentado em uma cadeira de encosto alto e elaborado, feita de madeira esculpida com detalhes ornamentais, em um ambiente interno de aparência formal e tradicional. Ele veste um traje social escuro e está posicionado atrás de um microfone em uma mesa de madeira.
Intelectual e de família poderosa, Larijani era considerado um dos cérebros do país Reprodução/Record News

Ricardo Cabral, especialista em segurança e estratégia internacional, explica que, com a possível morte de Larijani e outros nomes dos comandos militares do país, Israel teria eliminado praticamente toda a alta cúpula iraniana. Além disso, ele destaca que, devido ao poder de influência, Larijani é uma pessoa de difícil substituição pelo regime.

De família tradicional e com um doutorado em filosofia, o líder do Conselho de Segurança é um dos membros mais radicais da alta cúpula do Irã, muito ligado ao líder supremo Ali Khamenei, morto no início da guerra no Oriente Médio.

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Cabral pontua que Larijani possuía articulações que o faziam transitar tanto pelo Exército como pela milícia Basij e entre guardas revolucionários: “Ele era uma eminência parda, provavelmente manobrou muito para que o Mojtaba Khamenei [filho de Ali Khamenei] fosse escolhido, para dar uma ideia de continuidade ao regime, ao mesmo tempo em que ele, na verdade, sabendo aparentemente que Mojtaba está muito ferido, que na verdade, através dele, a Guarda Revolucionária continuaria comandando os destinos do país, é isso que nós estamos vendo”, explica.

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Em entrevista ao Conexão Record News, o especialista ressalta que a eliminação do líder “é uma tática basicamente israelense, eliminação da liderança, quebrar a cadeia de comando e talvez agora eles consigam eliminar o principal mentor da estratégia iraniana. Isso visa o quê? Diminuir a capacidade de comando, uma liderança que é fortemente reconhecida, que era uma referência e que agora desaparece e que eles vão ter que buscar um novo substituto”, completa.

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Cabral ressalta que essas lideranças continuam impopulares no país, fazendo com que grande parte da população apoie as ações americanas: “Com todos os ataques que o Irã está fazendo, eles são contrários a uma reação, a um contra-ataque. A população na rua acha o seguinte: ‘Os americanos começaram isso, eles têm que nos defender e nós não precisamos atacar o Irã, isso é problema dos americanos’“.

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