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Quem é Navi Pillay, jurista sul-africana que ganhou o Nobel da Paz 2026

Advogada foi laureada ‘por seus esforços na promoção da paz e do direito internacional’

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Navi Pillay, jurista sul-africana, ganhou o Prêmio Nobel da Paz de 2026 por seus esforços na promoção da paz e do direito internacional.
  • Ela começou sua carreira defendendo ativistas contra o apartheid na África do Sul, incluindo Nelson Mandela.
  • Pillay foi juíza do Tribunal Penal Internacional para Ruanda e do Tribunal Penal Internacional, destacando-se por seu trabalho em crimes contra a humanidade e genocídio.
  • Foi Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos e desempenhou papéis importantes em tribunais internacionais, fortalecendo o Estado de Direito global.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Navanethem Pillay ganhou o Nobel da Paz nesta sexta-feira (9) Agnes Callamard/Reuters

A jurista sul-africana Navi Pillay, de 85 anos, ganhou o Prêmio Nobel da Paz de 2026, conforme anunciado pela Academia Sueca na manhã desta sexta-feira (9). Ela foi premiada “por seus esforços na promoção da paz e do direito internacional”.

“O Comitê Nobel Norueguês reconhece a importância do papel de Navi Pillay como força motriz no desenvolvimento de um sistema internacional de direito e ordem, enfatizando ainda seu rigor jurídico, integridade pessoal e considerável coragem”, diz um comunicado do Prêmio Nobel.

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Quem é Navi Pillay?

Nascida em Durban, na África do Sul, Navanethem Pillay é descendente de indianos tâmeis e cresceu durante o regime do apartheid, marcado pela segregação racial. Formada em direito, em 1967 abriu o próprio escritório de advocacia e ganhou destaque defendendo ativistas contrários ao sistema, entre eles Nelson Mandela.

Na década de 1980, Pillay foi estudar na Universidade Harvard, nos Estados Unidos, onde concluiu o doutorado em ciências jurídicas. Anos depois, em 1995, foi nomeada para o Supremo Tribunal da África do Sul.

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Em 1999, assumiu o cargo de juíza e presidente do TPIR (Tribunal Penal Internacional para Ruanda), onde se destacou por seu papel no estabelecimento de que a violência sexual e o estupro, bem como a disseminação de propaganda, poderiam levar à acusação por crimes contra a humanidade e genocídio. O bom desempenho fez com que ela se tornasse juíza do TPI (Tribunal Penal Internacional).

Pillay também já foi Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, presidiu a Comissão Internacional Independente de Inquérito da ONU sobre o Território Palestino Ocupado e foi juíza da Corte Internacional de Justiça no caso em que Mianmar é acusado de genocídio.

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Para a Academia Sueca, Navi é uma das grandes defensoras dos princípios do direito internacional e ajuda a fortalecer e expandir o Estado de Direito global.

“Navi Pillay fortalece a fraternidade entre as nações e, ao promover sistematicamente o uso de tribunais para a paz e a justiça, fornece substância, direção e motivação para as conferências de paz em seu formato moderno.”

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“Navi Pillay é uma das grandes defensoras dos princípios do direito internacional em nossa época. Sua distinta carreira nos lembra da necessidade de apoiar, fortalecer e expandir o Estado de Direito global. O compromisso de Navi Pillay com a justiça e a dignidade humana é uma fonte de esperança e inspiração para todos que buscam construir um mundo mais pacífico.”

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