Logo R7.com
RecordPlus

Quem é o único bilionário da Venezuela que fez fortuna fora do petróleo

Trajetória do banqueiro Juan Carlos Escotet também foi marcada por atritos diretos com o chavismo

Internacional|Do R7

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Juan Carlos Escotet é o único bilionário da Venezuela na lista da Forbes de 2025, com patrimônio de US$ 7,4 bilhões.
  • Fundador do grupo financeiro Banesco, começou sua carreira como office boy e posteriormente fundou uma corretora que se tornou um banco.
  • Expandiu seus negócios internacionalmente, especialmente na Espanha, para reduzir a dependência da economia venezuelana.
  • Enfrentou problemas com o governo venezuelano, incluindo uma intervenção estatal em 2018, mas continua a operar com sucesso fora do país.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Patrimônio de Juan Carlos Escotet é estimado em US$ 7,4 bilhões
Patrimônio de Juan Carlos Escotet é estimado em US$ 7,4 bilhões Reprodução/X

A Venezuela aparece na lista de bilionários da Forbes de 2025 com apenas um nome. Juan Carlos Escotet, fundador do grupo financeiro Banesco, é o único representante do país no ranking, com patrimônio estimado em US$ 7,4 bilhões.

Nascido em Caracas, Escotet construiu a própria trajetória no sistema financeiro. Ainda adolescente, começou a trabalhar como office boy em um banco local enquanto cursava economia. Nos anos 1980, fundou uma corretora de valores que, ao longo dos anos seguintes, se transformou em um banco e deu origem ao grupo Banesco.


A expansão internacional foi o principal fator de crescimento do patrimônio do empresário. A partir da década de 2010, Escotet passou a adquirir instituições financeiras fora da Venezuela, especialmente na Espanha, onde comprou bancos tradicionais e liderou processos de consolidação no setor. O movimento reposicionou o grupo no mercado europeu e reduziu sua dependência da economia venezuelana.

A trajetória do Banesco também foi marcada por atritos diretos com o chavismo. Embora o banco tenha se expandido durante o ciclo de crescimento da economia venezuelana entre os anos 1980 e 2000, a relação com o poder político se deteriorou a partir da consolidação do regime iniciado por Hugo Chávez e aprofundado sob Nicolás Maduro.


Leia mais:

O episódio mais crítico ocorreu em 2018, quando o governo determinou uma intervenção estatal na instituição. Onze executivos do Banesco foram presos, entre eles o presidente da operação na Venezuela, sob acusações de manipulação cambial e de contribuir para a desvalorização do bolívar. As detenções provocaram reação internacional e levaram a negociações diplomáticas que envolveram autoridades da Espanha, país onde Escotet mantém residência e negócios.

Os executivos foram libertados cerca de duas semanas depois, mas a intervenção estatal no banco só seria encerrada em 2019. Desde então, o grupo financeiro passou a reforçar sua estratégia de reduzir a exposição ao mercado venezuelano, concentrando investimentos e aquisições no exterior.


Hoje, Escotet vive na cidade de La Coruña, na Espanha, e mantém operações relevantes também nos Estados Unidos. Discreto, evita exposição pública e raramente concede entrevistas.

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.