Quem é o único bilionário da Venezuela que fez fortuna fora do petróleo
Trajetória do banqueiro Juan Carlos Escotet também foi marcada por atritos diretos com o chavismo
Internacional|Do R7
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A Venezuela aparece na lista de bilionários da Forbes de 2025 com apenas um nome. Juan Carlos Escotet, fundador do grupo financeiro Banesco, é o único representante do país no ranking, com patrimônio estimado em US$ 7,4 bilhões.
Nascido em Caracas, Escotet construiu a própria trajetória no sistema financeiro. Ainda adolescente, começou a trabalhar como office boy em um banco local enquanto cursava economia. Nos anos 1980, fundou uma corretora de valores que, ao longo dos anos seguintes, se transformou em um banco e deu origem ao grupo Banesco.
A expansão internacional foi o principal fator de crescimento do patrimônio do empresário. A partir da década de 2010, Escotet passou a adquirir instituições financeiras fora da Venezuela, especialmente na Espanha, onde comprou bancos tradicionais e liderou processos de consolidação no setor. O movimento reposicionou o grupo no mercado europeu e reduziu sua dependência da economia venezuelana.
A trajetória do Banesco também foi marcada por atritos diretos com o chavismo. Embora o banco tenha se expandido durante o ciclo de crescimento da economia venezuelana entre os anos 1980 e 2000, a relação com o poder político se deteriorou a partir da consolidação do regime iniciado por Hugo Chávez e aprofundado sob Nicolás Maduro.
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O episódio mais crítico ocorreu em 2018, quando o governo determinou uma intervenção estatal na instituição. Onze executivos do Banesco foram presos, entre eles o presidente da operação na Venezuela, sob acusações de manipulação cambial e de contribuir para a desvalorização do bolívar. As detenções provocaram reação internacional e levaram a negociações diplomáticas que envolveram autoridades da Espanha, país onde Escotet mantém residência e negócios.
Os executivos foram libertados cerca de duas semanas depois, mas a intervenção estatal no banco só seria encerrada em 2019. Desde então, o grupo financeiro passou a reforçar sua estratégia de reduzir a exposição ao mercado venezuelano, concentrando investimentos e aquisições no exterior.
Hoje, Escotet vive na cidade de La Coruña, na Espanha, e mantém operações relevantes também nos Estados Unidos. Discreto, evita exposição pública e raramente concede entrevistas.
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