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Rebeldes colombianos querem que EUA participem de negociações de paz

Internacional|Do R7

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HAVANA, 28 Fev (Reuters) - O grupo guerrilheiro colombiano Farc pediu que os Estados Unidos se unam às conversações de paz com o governo colombiano, dizendo que isso iria acelerar o processo porque, de qualquer modo, o governo norte-americano está tomando todas as decisões importantes.

O governo colombiano e o Departamento de Estado dos EUA não responderam de imediato ao pedido, que provavelmente será rejeitado pelas autoridades da Colômbia com base na soberania nacional.

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"Nós estamos discutindo uma questão do interesse dos Estados Unidos", disse a repórteres o chefe da equipe negociadora das Farc em Havana, Iván Márquez, antes do início da última rodada de conversações.

"Quem está de fato determinando o que acontece ou não aqui é o governo dos EUA, por isso nós gostaríamos de conversar com o governo dos EUA... Nós chegaríamos a um acordo mais rapidamente", disse Márquez.

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Nos últimos 15 meses, Cuba vem sediando as conversações com o objetivo de pôr fim a meio século de guerrilha na Colômbia, a mais longa na América Latina, na qual morreram cerca de 200.000 pessoas e outros milhões foram forçadas a abandonar suas casas. A Noruega participa das conversações como mediador facilitador.

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) criticaram um suposto encontro nesta semana entre os EUA e a Colômbia. Segundo o grupo, o ministro da Defesa colombiano, Juan Carlos Pinzón, se reuniu com o Departamento de Estado dos EUA e a Agência Central de Inteligência (CIA). A Reuters não confirmou se tal encontro de fato ocorreu.

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Os Estados Unidos deram à Colômbia ajuda militar para combater as Farc e outros grupos guerrilheiros que procuravam derrubar o governo colombiano e forjavam alianças com narcotraficantes.

Durante décadas, insurgentes esquerdistas da América Latina acusaram os EUA de conduzir os governos e a estratégia militar na região, uma queixa que tinha mais ressonância durante a Guerra Fria, quando os norte-americanos participaram ativamente de golpes militares e usaram sua influência desproporcional para tornar as economias latino-americanas abertas aos interesses dos EUA.

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Depois do fim da Guerra Fria e dos atentados de 11 de setembro de 2001, porém, muitos analistas consideram que os EUA perderam interesse na América Latina e até mesmo ignoram a região.

As Farc também anunciaram nesta sexta-feira que o comandante guerrilheiro Fabián Ramírez, líder de uma facção conhecida como Bloco Sul, aderiu às conversações de paz, em um significativo sinal de unidade dos rebeldes.

Governo e rebeldes chegaram a um acordo provisório em dois dos cinco grandes tópicos em discussão: a questão das terras e o futuro político das Farc como um grupo desarmado. Eles estão se encaminhando para a busca de um terceiro acordo, no tema do tráfico de drogas.

(Reportagem de Rosa Tania Valdés)

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